sábado, 26 de abril de 2008

PROTOZOARIOS


Esqueleto interno de um protozoário Sarcodineo

Os protozoários, animais cujo tamanho pode variar entre 2 e 1000 μm, são organismos exclusivamente unicelulares, ou seja, formados por uma única estrutura celular, sendo a maioria heterotrófica. Portanto, não consegue converter (sintetizar) matéria orgânica a partir da inorgânica, necessitando absorver os nutrientes do meio externo.

São organismos com ampla dispersão em ambientes úmidos e aquáticos, com espécies de vida livre e outras parasitárias de invertebrados e vertebrados.

Podem causar doenças, por exemplo: Tricomonas vaginales, parasita da vagina das mulheres; e a doença de Chagas, transmitida pelas fezes do inseto chamado barbeiro ou chupança (Triatoma infestans), defecando nas proximidades do local onde o mesmo picou o hospedeiro, permitindo que o agente etiológico (protozoário da espécie Tripanosoma cruzi) penetre na corrente sangüínea através do orifício causado pela picada.

Outras espécies são simbiontes, como é o caso do gênero Trichonympha que sobrevive no trato digestório (intestino) de cupins, auxiliando na digestão da celulose.

Esses animais, anteriormente agrupados no Filo Protozoa, após a reorganização taxonômica das espécies, foram incluídos no Reino Protista. Esse agrupamento determinou quatro Filos para esse Reino, tendo como ênfase a mobilidade dos organismos conforme a atuação do mecanismo locomotor e seus anexos.

A classificação dos protozoários segundo o sistema locomotor:

Filo Sarcodina → locomoção caracterizada pela emissão de pseudópodes (Entamoeba histolítica);
Filo Mastigophora → deslocamento por propulsão flagelar (Trypanosoma cruzi e Trichonympha);
Filo Ciliophora → movimentação mantida por curtas e numerosas estruturas ciliares (Paramécium);
Filo Sporozoa → não possui apêndices locomotores, sua dispersão é realizada através de esporos (Plasmodium vivax, causador da malária).

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Seduc estabelece normas para reposição de aulas

Para a readequação do calendário escolar, em função do período de greve na rede estadual, as escolas somente poderão utilizar sábados e dias úteis para a reposição das aulas. Estas são algumas das diretrizes estabelecidas pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para o processo de readequação. As diretrizes foram publicadas no Diário Oficial do Estado do dia 14/04, pela Portaria n.º 67/08. 

O objetivo da portaria, assinada pelo secretário Ságuas Moraes, é garantir a oferta de, no mínimo, 200 dias letivos, em carga horária mínima de 800 horas. A greve dos profissionais da Educação Pública durou de 14 de março a 11 deste mês. 

A readequação do calendário escolar, nas unidades que entraram em greve, deverá ser discutida a aprovada pelo Conselho Deliberativo da Comunidade Escolar (CDCE), levando em conta as diretrizes da portaria. Por exemplo, a escola não poderá incluir como dias letivos os domingos e feriados nacionais ou municipais e nem estender a carga horária diária de aulas. 

 Preferencialmente, o CDEC deverá levar em conta as seguintes orientações: I – utilizar para reposição de aulas dias úteis do recesso escolar entre semestres; II – utilizar para reposição de aulas dias que antecedem e sucedem feriados e que, por ventura, não haviam sido incluídos no calendário original; III – utilizar-se dos sábados para a reposição de aulas dos períodos matutino e vespertino, priorizando o primeiro semestre letivo; IV – utilizar-se somente de dias úteis para a reposição de aulas do período noturno; V – estabelecer o dia 23.12.08 como data de encerramento do ano letivo e VI – as aulas de reposição deverão ocorrer em condições normais, principalmente no que se refere ao cumprimento efetivo do horário. 

 A portaria estabelece ainda, que as unidades escolares devem dar ampla divulgação à comunidade sobre as alterações efetuadas no calendário. Caberá às Assessorias Pedagógicas e, nos municípios que não as possui, à Superintendência de Gestão Escolar da Seduc, homologar e fiscalizar o cumprimento do calendário escolar. A determinação é de que, sempre que um dia letivo previsto para reposição de aulas não seja de fato cumprido, a unidade escolar deve inseri-lo novamente no calendário e cumpri-lo em data futura. 

 SERGIO LUIZ FERNANDES  - Assessoria/Seduc-MT

Gorduras fazem bem à saúde?

Nem todas as gorduras são vilãs para a saúde. Aliás, todo mundo precisa delas para viver, pois são fontes de energia para o corpo humano. O fundamental é avaliar se este é o único benefício do alimento, como alertou a nutricionista Joselaine Stürmer. "Muito mais importante que a quantidade, é saber como os nutrientes estão distribuídos", enfatiza.

Gorduras insaturadas
Em geral, são benéficas, porque diminuem a quantidade de colesterol ruim, o LDL. As monoinsaturadas, encontradas em alguns tipos de óleos, ainda contribuem para a manutenção de bons níveis do colesterol bom, o HDL. Estão no azeite de oliva, no óleo de canola, girassol e soja, e em nozes e amêndoas.

Gorduras saturadas
São as presentes na carne, no leite e derivados. Conforme o cardiologista Marcelo Bertolami, elas podem construir um pequeno aumento do índice de HDL, o colesterol bom, mas, ao mesmo tempo, eleva o LDL. Recomenda-se pouca ingestão de carnes vermelhas, manteiga, derivados do leite, queijos amarelos, crustáceos e embutidos.

O que são as gorduras trans?

As gorduras trans, ou ácido graxo transverso, são resultado do processamento de gorduras. Em temperatura ambiente, todas as gorduras são líquidas. A indústria desenvolveu um processo chamado hidrogenação, que transforma óleos vegetais em sólido a partir da adição de hidrogênio.

Fique atento para a diferença: gordura trans não é gordura vegetal hidrogenada. Na verdade, a trans está presente na hidrogenada e em todas as gorduras industrializadas. Com o processamento, ela fica mais espessa e mais resistente, o que aumenta prazo de validade do produto.

O uso da gordura trans permite que os alimentos sejam consumidos em temperatura ambiente e conservados por mais tempo. Além de aumentar a durabilidade, ela também acentua o sabor e a textura, deixando tudo mais crocante e apetitoso.

Que alimentos contêm gordura trans?

Margarina
Resultado direto da hidrogenação de óleos vegetais, a margarina é o alimento com mais concentração de gordura trans. O cardiologista Marcelo Bertolami informou que algumas indústrias desenvolveram processos seguros de hidrogenação. Segundo ele, o consumidor pode identificá-las pelo Selo de Aprovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Pães e massas
Alimentos que usam margarina ou gordura vegetal hidrogenada no preparo também contêm gordura trans. Massas folhadas, pães, biscoitos e bolos estão na lista.

Leite e derivados
As gorduras trans ainda são encontradas em carnes e derivados do leite. O produto está presente em sorvetes muito cremosos e queijos amarelos.

Salgadinhos, frituras e alimentos prontos
Outra dica é evitar comer produtos industrializados em excesso. Desconfie dos alimentos muito crocantes e com sabor acentuado. As gorduras trans estão na maioria dos salgadinhos de pacote, na batata-frita, na pipoca de microondas, na bolacha recheada e até em barras de cereais.

Candidíase

O que é?

A candidíase, especialmente a candidíase vaginal, é uma das causas mais frequentes de infecção genital. Trata-se de uma infecção por fungos (na maioria das vezes, o Candida albicans) que nem sempre é adquirida através de relação sexual. Existem fatores de predisposição à candidíase: diabetes, gravidez, uso de contraceptivos orais, uso de antibióticos etc. 

Como identificar?

A principal característica da candidíase é a coceira na região genital, em geral acompanhada de vermelhidão, inchaço e, eventualmente, de pequenas bolhas.

Tratamentos: Medicamentos.

Período de Incubação: Variável. 

Complicações/Conseqüências: Além da coceira, causa desconforto nas relações sexuais.

Prevenção: Higienização adequada da região genital, uso de roupas pouco justas e camisinha.

Usar calcinha faz mal à saúde, dizem especialistas

Nos últimos tempos, várias celebridades apareceram em público sem vestir uma peça essencial no vestuário feminino: a calcinha. Juliana Paes, Adriane Galisteu, Flávia Alessandra e Britney Spears, por mais de uma vez, foram flagradas sem nenhuma "proteção" por debaixo de saias e vestidos. Mas porque será que elas aboliram a calcinha? Uma das explicações possíveis é aquele terrível medo de que a peça íntima marque a roupa, e assim, acabe de vez com todo o glamour do visual. Outras mulheres dizem que não a usam devido problemas de saúde. Saiba o que os especialistas dizem sobre o assunto.

O ginecologista José Bento afirma que calcinha realmente faz mal à saúde. Segundo o médico, a calcinha, principalmente as de materiais sintéticos e com forros muito grossos, impedem a ventilação do local e aquecem a região, o que acaba promovendo a proliferação de bactérias e fungos no aparelho genital e, consequentemente, o surgimento de infecções e corrimentos. Há ainda mulheres que são alérgicas a determinados tecidos, o que prejudica ainda mais a saúde do aparelho sexual.

"A saia não foi criada à toa", diz o dr. José Bento apoiando a atitude das famosas. "As mulheres realmente precisam arejar a região genital". Para ele, um hábito saudável é dormir sem calcinha. "Não há vantagem nenhuma em usar calcinha para dormir. Tudo é uma questão de costume".

Além de doenças sexuais, como a candidíase, o uso de determinados tipos de calcinhas podem provocar o aparecimento de varizes e celulite. Isso é o que afirma o ginecologista José Bento. Mas para que esses efeitos aparecerem, o elástico da região da virilha tem que estar muito apertado.

A coordenadora do Ambulatório de Sexualidade da Unifesp, a ginecologista Carolina Carvalho, é uma das defensoras do uso da calcinha. "Na minha opinião, essas mulheres que apareceram na mídia sem estarem usando calcinhas querem mesmo é aparecer". Segundo a médica, não há nada provado contra o uso da calcinha, "caso contrário a maioria das mulheres teria problemas".

"A calcinha é uma proteção, sem ela aumentaria muito o risco da mulher contrair uma infecção no local", ressalta Carolina. "Só recomendo ficar sem a peça para dormir. Outra atitude que pode ser tomada é trocá-la mais de uma vez por dia", completa.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

BACTERIAS

As bactérias são os seres vivos mais simples do ponto de vista estrutural, e de menor tamanho, podendo ser conhecidas também como micróbios. As bactérias são microorganismos unicelulares, procariontes, ealgumas causam doenças. São abundantes no ar, no solo e na água e na sua maioria inofensivas para o ser humano, sendo algumas até benéficas.

Por serem microrganismos procariontes, não apresentam um núcleo definido, estando o seu material genético compactado e enovelado numa região do citoplasma chamada de nucleóide. As bactérias apresentam uma membrana plasmática recoberta por uma parede celular. Diferente das células eucarióticas, nas bactérias não aparecem organelas delimitadas por membranas. O tamanho das bactérias pode variar de 0,2 a 5,0 micrômetros.

A membrana plasmática recobre o citoplasma da célula bacteriana e tem a mesma estrutura daquelas encontradas nos organismos eucariontes. Na membrana encontramos uma estrutura típica, uma invaginação da membrana plasmática, denominada de mesossomo. O mesossomo parece ter um papel importante durante a duplicação e divisão bacteriana.

As bactérias se reproduzem por divisão celular ou fissão binária. Durante este processo ocorre a duplicação do DNA seguido da divisão da célula bacteriana em duas células filhas. Esta divisão se dá devido a formação de um septo que começa a crescer para o interior da célula a partir da superfície da parede celular. As bactérias causadoras de doenças denominam-se patogênicas.

A parede celular das bactérias é uma estrutura rígida e é formada por um complexo mucopeptídico, que dá a forma à bactéria. A cápsula, presente principalmente em bactérias patogênicas é formada por polissacarídeos e tem uma consistência de um muco. Tal estrutura mucosa confere resistência às bactérias patogênicas contra o ataque e englobamento por leucócitos e outros fagócitos, protegendo-as de possíveis rupturas enzimáticas ou osmóticas.

Formas das bactérias:

Arredondadas: Cocos
Alongadas/em forma de bastonetes: Bacilos
Onduladas/em forma de espiral: Espiroquetas
Em forma de vírgula: Vibrião

As formas não são constantes, podem variar de acordo com o meio e com o tipo de associação.
As mudanças de forma podem ser consideradas como:

Involução - mudança de forma devido à condições desfavoráveis, presença ou ausênciade oxigênio, pH, ou por produtos tóxicos, entre outros.
Pleomorfismo - a bactéria não apresenta uma morfologia única, mesmo que se encontre em condições favoráveis à sua sobrevivência.

As bactérias que habitam no corpo humano proliferam num ambiente quente e úmido. Algumas são aeróbias, o que quer dizer que necessitam de oxigênio para se desenvolverem e multiplicarem, situando-se, normalmente, na pele ou sistema respiratório.
As bactérias anaeróbias proliferam onde não há oxigênio, ou seja, nas camadas profundas dos tecidos ou nas feridas.

Infecção - as bactérias podem produzir toxinas, que são nocivas para as células humanas. Se estas estiverem presentes em número suficiente e a pessoa a ser afectada não dispuser de uma imunização contra elas, o resultado é a doença.

As bactérias podem penetrar no corpo humano, através dos pulmões, por meio da inalação de partículas expulsas pela respiração, tosse ou espirros de uma pessoa infectada.

Pode haver infecção no trato digestivo o qual pode ser infectado através da ingestão de alimentos contaminados. As bactérias podem estar presentes nos alimentos desde o local de produção das matérias primas ou transportadas até eles por moscas ou mãos contaminadas. As bactérias podem ainda invadir o hospedeiro através da pele, como por exemplo, na infecção de uma ferida.

CLASSIFICACAO DAS BACTERIAS

Corante de Gram:

Assim designada em memória de Christian Gram, que desenvolveu o procedimento em 1884, a coloração de Gram classifica as bactérias em Gram-positivas ou Gram-negativas e continua a ser um dos métodos mais úteis para classificar as bactérias.

Neste procedimento, as bactérias são submetidas primeiro à ação de um corante violeta, seguido de fixação com iodo e depois um agente de descoloração, como o metanol. Seguidamente, são novamente coradas com safranina.

As bactérias Gram-positivas fixam o primeiro corante, devido à maior espessura da parede celular, e ficam coradas de azul ou violeta, enquanto que as bactérias Gram-negativas, após a descoloração pelo metanol, são coradas pela safranina e ficam vermelhas. As bactérias que retêm a coloração violeta são designadas por Gram-positivas.

As bactérias que perdem a coloração violeta depois de descoloradas, mas que adquirem um corante de contraste (ficando com um tom cor-de-rosa) são Gram-negativas. Esta distinção de manchas é um reflexo das suas diferenças no que diz respeito à composição básica das suas paredes celulares.

São exemplos de bactérias Gram-positivas várias espécies de:
- Estreptococos;
- Estafilococos;
- Enterococos
.

São exemplos de bactérias Gram-negativas:
- Vibrão Colérico;
- Colibacilo;
- Salmonelas.

Entre a grande variedade de doenças provocadas por cocos salientam-se:
- Pneumonia nosocomial (adquirida em meio hospitalar);
- Pneumonia adquirida na comunidade;
- Infecções da pele e tecidos moles.

IMPORTANCIA DAS BACTERIAS NA ECOLOGIA

As bactérias possuem grande importância ecológica, elas fixam o nitrogênio da atmosfera na forma de nitratos, e as bactérias desnitrificantes que devolvem o nitrogênio dos nitratos e da amônia para a atmosfera. As bactérias também são úteis para o homem, como na indústria de laticínios e na indústria farmacêutica que utiliza bactérias para fabricar antibióticos específicos.

De outra maneira as bactérias podem causar grandes prejuízos econômicos, como é o caso do amarelinho (Xylella fastidiosa), que ataca a lavoura da laranja. Mas talvez a maior importância das bactérias seja o fato delas serem parasitas humanos, levando a infecções muito graves. Assim temos o gênero Clostridium que além de esporulado é aneróbio e um potente produtor de toxinas muito prejudiciais ao homem. Seus esporos podem estar presentes em alimentos e resistir a processos de descontaminação podendo causar graves intoxicações como o botulismo (agente Clostridium botulinum), em função da ação neurotóxica de suas toxinas.

Geralmente estão associados a intoxicações por ingestão de palmitos contaminados e podem levar a óbito. É desse grupo também o produtor da toxina tetânica, que provoca o tétano (Clostridium tetani). O esporo contamina o ferimento profundo que ao fechar gera uma atmosfera com baixa tensão de oxigênio, levando a germinação, produção de toxina, e, finalmente a tetania. A Escherichia coli é um importante componente da nossa microbiota intestinal, no entanto, fora do intestino pode causar importantes e graves infecções, principalmente nas vias urinárias.

Abaixo algumas das bactérias mais nocivas ao homem, e as doenças associadas a cada uma dela:
  • Streptococcus pneumoniae - causa septicemia, infecção no ouvido médio, pneumonia e meningite.

  • Haemophilus influenzae - causa pneumonia, infecção do ouvido e meningite principalmente em crianças.
  • Shigella dysenteria - causa disenteria (diarréia sangrenta). Linhagens resistentes podem levar a epidemias e algumas podem ser tratadas apenas com medicamentos muito caros (fluoroquinolonas).
  • Neisseria gonorrhoeae - causa gonorréia, a resistência às drogas limita o seu tratamento principalmente à cefalosporina.
  • Pseudomonas aeruginosa - causa septicemia e pneumonia, principalmente em pessoas com fibrose cística ou com o sistema imune comprometido. Algumas linhagens super resistentes não podem ser tratadas com drogas.
  • Enterococcus faecalis - causa septicemia e infecção do trato urinário, e infecção das vias respiratórias nos pacientes com o sistema imune comprometido. Algumas linhagens ultra resistentes não podem ser tratadas com drogas.
  • Escherichia coli - causa infecção do trato urinário, infecção do sangue, diarréia e falência dos rins. Algumas linhagens são ultra resistentes.
  • Acinetobacter - causa septicemia em pacientes com o sistema imune comprometido.
  • Mycobacterium tuberculosis - causa tuberculose. Algumas linhagens ultra resistentes não podem ser tratadas com drogas.
  • Staphylococcus aureus - causa septicemia, infecção nas vias respiratórias e pneumonia. Algumas linhagens tem se mostrado muito resistentes a vários antibióticos.

Gonorréia

Conceito
Doença infecto-contagiosa que se caracteriza pela presença de abundante secreção purulenta (corrimento) pela uretra no homem e vagina e/ou uretra na mulher. Este quadro frequentemente é precedido por prurido (coceira) na uretra e disúria (ardência miccional). Em alguns casos podem ocorrer sintomas gerais, como a febre. Nas mulheres os sintomas são mais brandos ou podem estar ausentes (maioria dos casos).

Sinônimos
Uretrite Gonocócica, Blenorragia, Fogagem

Agente
Neisseria gonorrhoeae

Complicações/Consequências
Abôrto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Doença Inflamatória Pélvica. Infertilidade. Epididimite. Prostatite. Pielonefrite. Meningite. Miocardite. Gravidez ectópica. Septicemia, Infecção ocular (ver foto abaixo) , Pneumonia e Otite média do recém-nascido. Artrite aguda etc. Assim como a infecção por clam&iacutedia, é uma das principais causas infecciosas de infertilidade feminina.

Transmissão
Relação sexual. O risco de transmissão é superior a 90%, isto é, ao se ter um relacionamento sexual com um(a) parceiro(a) doente, o risco de contaminar-se é de cerca de 90%. O fato de não haver sintomas (caso da maioria das mulheres contaminadas), não afeta a transmissibilidade da doença.

Período de Incubação
2 a 10 dias

Tratamento
Antibióticos.

Prevenção
Camisinha. Higiene pós-coito.

Fotos

Uretrite gonocócica (no homem)


Vaginite gonocócica.


Oftalmia gonocócica.

Métodos de Coloração Bacteriana

Coloração de Gram (diferencial)
Processo de coloração e as bases quimico-estruturais dos resultados.
A forma mais comum de classificação de bactérias é através do método de gram, podendo ser: coloração de GRAM positiva ( GRAM + )
ou GRAM negativa (GRAM -).
processo da coloração de GRAM:

a . violeta de Ginciana (mínimo de 1 min)

b . lugol (Iodo + Iodeto K) - mínimo 1 min

c . agente diferenciador: álcool + acetona

Em algumas células o agente diferenciador não consegue penetrar: a célula continua azul. (B)

Em algumas células o agente diferenciador consegue penetrar retirando a coloração azul.(A)

d . safranina ou fuccina diluída: contracoloração . Bactérias A agora se coram em vermelho / rosa e com as bactérias B não acontece nada, continuando azuis.

Desta forma, podemos resumir o resultado da coloração de GRAM em duas formas:

• bactérias GRAM positivas: ficam azuis, pois não permitem a entrada do agente diferenciador.

• bactérias GRAM negativas: ficam vermelhas, pois permitem entrada do agente diferenciador.

Nota - Parede celular: formada por camadas múltiplas externamente à membrana plasmática. Há uma camada mais interna que é composta por peptideoglicana envolta por uma camada mais externa (varia espessura e composição química). A peptideoglicana confere resistência a meios de baixa pressão osmótica como a água, sendo responsável pelo suporte estrutural e também mantém a forma característica da bactéria. A peptideoglicana é um açúcar com grupos amina sendo uma esrtutura estável.

Diferenças entre as paredes das bactérias GRAM positivas e GRAM negativas:

• GRAM positivas:

- camada de peptideoglicana é mais espessa e algumas também possuem uma camada de ácido teicóico externa à camada de peptideoglicana.

Nota - ácido teicóico: é uma estrutura anti-gênica importante, reconhecida pelo sistema imune (induz formação de anticorpos espécie - específicos). São encontrados na camada externa da parede celular de GRAM +. Alguns polímeros de ácido teicóico penetram através da camada de peptideoglicana, ligando-se covalentemente aos lipídeos da membrana citoplasmática, sendo agora denominada de ácido lipoteicóico, enquanto outros se ligam ao ácido murâmico da peptideoglicana.

• GRAM negativs:

- camada externa composta por lipopolissacarídeos, lipopoliproteínas e fosfolipídeos. Há o espaço periplasmático - entre membrana citoplasmática e camada de peptideoglicana - que em alguma espécies contém B - lactamases (degrada penicilina ) e B - lactâmicas.

- tem parede mais fina, porém mais complexa.

- possui endotoxinas (lipopolissacarídeos).

- deixa entrar agente diferenciador porque tem lipídeos. GRAM + não.

considerações importantes

• Algumas bactérias são pleomórficas em relação à coloração GRAM, logo se coram irregularmente.

• A lisozima ataca paredes de bactérias GRAM positivas, havendo uma forma involutiva. A lisozima se encontra nas lágrimas, suor e saliva e consegue romper o esqueleto da peptideoglicana, permitindo que exista uma resistência natural do hospedeiro à infecção bacteriana.

• Estreptococos produzem autolisinas que ficam na sua parede, permitindo a entrada do agente diferenciador. Com isso, a bactéria apresenta coloração GRAM negativa devido à forma de involução.

• Propriedade tintorial: é qualificar a bactéria em GRAM positiva ou GRAM negativa.

• Bactérias GRAM positivas podem se tornar GRAM negativas ao sofrer uma modificação em sua membrana.

• Bactérias tratadas com lisozima perdem sua parede, mas se forem tratadas em um meio à mesma pressão osmótica que seu interior ficam arredondadas - esferoplastos e os protoplastos.

• Bactérias GRAM negativas não pode se tornar GRAM positivas.

• Forma L: são as GRAM negativas ou GRAM positivas que perdem suas paredes.

• Bactérias GRAM positivas são mais susceptíveis à penicilina G do que as GRAM negativas.

Nota: As proteínas porinas têm importante função na regulação do transporte de pequenas moléculas hidrofílicas para o interior da célula. Formam trímeros, funcionando como um canal inespecífico.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

VOCE SABIA?

Por que as pessoas espirram?

A pessoa espirra e surge logo a idéia de que é o início de uma gripe que vem por aí. Ou então, acredita que o espirro é um efeito provocado ao olhar para o sol. Está enganado quem pensa que espirrar está diretamente ligado à gripe ou ao excesso de luz nos olhos. De acordo com a otorrinolaringologista Marize Marques, do Hospital Universitário Clementino Fraga, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o espirro (esternutatório, em linguagem técnica) é um mecanismo normal e saudável de defesa da mucosa nasal que faz a limpeza da região quando ela fica exposta a algum agente irritativo, eliminando bactérias e, até mesmo, pequenos insetos.

O estímulo também ocorre naturalmente no corpo das pessoas que têm alergia a algum tipo de substância.

De acordo com Marize, o processo de expelir estes corpos estranhos é gerado a partir de estímulos que podem ser verdadeiros ou não. "No caso de olhar para o sol ou alguma luz um pouco mais forte, estamos fazendo uma simulação visual que potencializa a reação da mucosa, gerando um espirro de forma mais rápida", explica.

Existem algumas pequenas precauções que as pessoas devem tomar, como não trancar e nem segurar o espirro para que não faça barulho. "Trancá-lo pode aumentar a pressão dentro das vias aéreas superiores, causando o rompimento de algum vaso sanguíneo da cabeça ou do nariz", avisa. Outros problemas como surdez repentina e vertigens também podem ser provocados.

O espirro pode atingir velocidades superiores a 100 km/h, sendo praticamente impossível alguém manter as pálpebras abertas durante o estímulo. "O fato de mantermos os olhos fechados está ligado diretamente aos reflexos do corpo", explica a médica.

Os nervos que servem os olhos e o nariz estão próximos e relacionados. O estímulo a um deles geralmente gera alguma resposta no outro, motivando o reflexo de fechar os olhos.

Saúde!
Existem diversas respostas tradicionais que sucedem um espirro e elas podem variar de acordo com o país. No Brasil, por exemplo, o mais comum é se dizer "Saúde!". Em Portugal, as pessoas costumam responder "Santinho!".

Já nos países de língua inglesa, geralmente uma frase substitui a educada palavra: "Deus abençoe você". A tradição surgiu na Idade Média porque as pessoas acreditavam que, quando alguém espirrava, o coração parava, a alma deixava o corpo e poderia ser capturada por algum espírito ruim.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

N O T I C I A S

Rapaz de 17 anos cursa mestrado em matemática na UFSCar


MARCELO TOLEDO
da Folha Ribeirão

Ele fez, em 11 anos de estudo, o que a maioria das pessoas só consegue fazer em, no mínimo, 15. E, com apenas 17 anos de idade, já está cursando a pós-graduação na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). Filho de um barbeiro e de uma auxiliar de cozinha, o estudante Aldo Vieira Pinto, formado em matemática, iniciou, no mês passado, mestrado na área, após ter eliminado dois anos do ensino fundamental, um do ensino médio e um da universidade.

Edson Silva/Folha Imagem
Com apenas 17 anos, Aldo Vieira Pinto faz mestrado em matemática
Com apenas 17 anos, Aldo Vieira Pinto faz mestrado em matemática

Aldo começou os estudos em Lages (SC), em escola pública. Logo nos meses iniciais da primeira série, conseguiu avançar para a segunda, após a análise de psicopedagogos da instituição, que, segundo ele, atestaram sua avançada alfabetização.

"O mesmo se repetiu na quinta série, em que cursei só um mês, e no segundo ano do ensino médio. Trata-se não só de inteligência, mas de esforço e dedicação", diz o rapaz.

Aldo iniciou a licenciatura em matemática aos 14 anos, na Uniplac (Universidade do Planalto Catarinense), particular. Sua primeira opção era biologia, mas a família não tinha condições de pagar a mensalidade mais alta. Na faculdade, além de eliminar um ano, também cursou disciplinas complementares de engenharia.

Débora Cristina Piotto, educadora do curso de pedagogia da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto, afirmou que, em casos como o de Aldo, é pior ele ficar numa classe de quinta série, por exemplo, se tem condições de cursar a sexta.

"Ele tem traços de superdotação e é pior, nesses casos, que ele fique [em classe com nível mais baixo]. Não vejo problemas no fato de ele avançar um período. Só é preciso cuidar para que o desenvolvimento emocional acompanhe o cognitivo. O contexto é que vai provocar o seu desenvolvimento."

No mestrado, que tem duração média de dois anos, Aldo disse não saber se também vai conseguir eliminar etapas. "Ainda é cedo para dizer", pondera. Mesmo estudando muito, Aldo diz ter tempo para ler e ouvir músicas, principalmente MPB.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Sexo Seguro - Conheça as diferenças entre as camisinhas

Para escolher o melhor modelo de camisinha, o principal fator a ser considerado é a qualidade, garantida pelo selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial) e pela data de validade.

Basicamente, uma boa camisinha deve ser fina, mas resistente, ter preço acessível e instruções de uso claras na embalagem. Deve-se tomar cuidado com expressões como "alta sensibilidade", "extra-proteção" etc, pois nem sempre esses termos são técnicos.

Veja os tipos mais comuns no mercado, e escolha o seu:

1. Camisinhas com e sem lubrificante
O lubrifucante é um gel que envolve a camisinha e que facilita a penetração. Quando se escolhe uma camisinha sem lubrificante, é recomendável utilizar algum lubrificante à base de água (qualquer outro pode romper a camisinha), pois a penetração difícil pode fazer com que a camisinha rasgue. No caso de sexo anal, só o lubrificante da camisinha não é seguro: é necessário se complementar com mais lubrificante à base de água.

2. Com espermicida
Os espermicidas são produtos químicos que, quando colocados no canal vaginal, matam ou imobilizam os espermatozóides, impedindo a entrada deles no colo uterino. Os preservativos lubrificados com gel espermicida, oferecem uma certa prevenção contra a gravidez, no caso de a camisinha se romper durante a relacao. Mas, infelizmente, a eficácia varia muito: de cada 100 mulheres que usam espermicidas como método anticoncepcional, uma média de até 48 ficam grávidas. O espermicida não previne contra qualquer tipo de doença.

3. Texturizadas
Em tese, as camisinhas texturizadas podem trazer mais prazer à relação heterossexual, por estimularem mais a mulher. Estes modelos têm pontos salpicados ao longo de toda a sua extensão, ou então estrias em forma de argola, que simulam os anéis que surgem no pênis nos momentos de distensão máxima, que antecedem a ejaculação. Deve-se sempre verificar, no entanto, se o modelo possui o selo do Inmetro garantindo que previne contra doenças.

4. Camisinhas de diferentes espessuras
Quanto maior a espessura de uma camisinha de latex, maior a resistência, mas menor a sensibilidade que permitem ao homem. As camisinhas mais resistentes são recomendadas para a prática do sexo anal. As de menor espessura, desde que contenham o selo do Inmetro, são indicadas para o sexo vaginal ou sexo anal com boa lubrificação.

5. Tamanhos P, G e M
No mercado brasileiro, as camisinhas têm um tamanho padrão ¿ entre 16 e 19 centímetros de comprimento, 52 milímetros de largura, e espessura que varia de 0,06 a 0,09 milímetros ¿ determinado pelo Inmetro. Em países da Europa e nos EUA, é possível encontrar camisinhas de tamanhos P, M e G. Mas, em geral, o tamanho padrão serve a todo mundo, pois o latex é um material muito elástico.

Sexo Seguro - As dúvidas comuns sobre como usar camisinha

Quando devo colocar a camisinha?
Desde o início da transa, ou seja, quando começa a haver contato entre o pênis e a vagina (ou o ânus). Isso é fundamental tanto para se evitar a gravidez quanto a transmissão de doenças.

Usar duas camisinhas ao mesmo tempo protege mais?
Não. O atrito entre o latex das duas camisinhas pode até fazer com que estourem. Para quem não se sente seguro com as camisinhas comuns, o ideal é usar as que têm maior espessura.

A mesma camisinha não pode ser utilizada mais de uma vez?
Não. A camisinha foi feita para usar e jogar fora. E nem pense em lavar e usar de novo - a lavagem prejudica a resistência do latex.

Por que as camisinhas estouram?
Em geral, por mau uso: ou são colocadas do avesso, ou estão cheias de ar, ou a lubrificação é insuficiente. Evidentemente, também é preciso prestar atenção ao selo de qualidade do Inmetro e à data de validade.

Existe risco de gravidez e contágio de Aids, mesmo usando a camisinha?
A camisinha é a melhor forma de proteção. Seu uso correto evita a transmissão do vírus da Aids, das DSTs e da gravidez. Mesmo assim, existe um pequeno risco. Ela é considerada segura em 95% das vezes, pois há a possibilidade de que ela arrebente durante a transa, ou que seja colocada tarde demais, etc.

O que fazer se a camisinha estourar?
Interromper a relação, lavar a vagina e o pênis com água corrente e sabão e, só então, prosseguir a relação sexual com outra camisinha. No dia seguinte, o casal deve procurar o médico para escolher algum anti-concepcional de emergência (como a pílula do dia seguinte), se houver necessidade. Por precaução, é bom fazer o exame de Aids três meses depois.

Camisinha dá alergia?
Cerca de 1% das pessoas tem alergia ao látex (borracha utilizada na fabricação das camisinhas). Outros 1% tem alergia às substâncias químicas (espermicidas e lubrificantes) que existem em alguns tipos de preservativos. Quem notar qualquer alteração com o uso da camisinha, deve experimentar aquelas sem nenhum tipo de espermicida ou lubrificante ou então a camisinha feminina.

As camisinhas de poluiretano são anti-alérgicas?
Provocam menos alergia que o latex. As camisinhas femininas são feitas deste material, e é possível importar camisinhas masculinas deste material.

As camisinhas coloridas, com música e com cheiro de frutas são tão seguras quanto as comuns?
Depende. O ideal é procurar o selo de institutos de certificação estrageiros (ou do próprio Inmetro) e ler as instruções, para saber se o material do qual são feitas realmente protege.

Precisa mesmo usar a camisinha no sexo oral?
Sim. Já há relatos comprovados de transmissão do vírus da Aids pelo sexo oral. Por isso, não tem outro jeito.

A camisinha é o único jeito de se proteger da AIDS?
Não. O outro método é não transar, ou fazer sexo sem contato entre os órgãos genitais.

Sexo Seguro - Aprenda a usar o preservativo masculino

A eficácia da camisinha como forma de prevenção contra doenças depende da forma como ela é usada, da motivação do casal, do tempo de experiência e da qualidade do produto.

O uso correto: coloque o preservativo com o pênis ereto, antes que ele toque a vagina. Isso deve acontecer desde o início do ato sexual, uma vez que existe a eliminação de um fluido pré-ejaculatório com quantidades suficientes de espermatozóides para que ocorra a contaminação ou a fecundação. Portanto, mesmo sem ejacular dentro da vagina, só com o líquido que deixa o pênis "molhado", já pode ocorrer gravidez ou a contaminação pelo vírus HIV.

Cuidados importantes:

  • O preservativo deve estar sempre disponível;
  • Use preferencialmente as camisinhas lubrificadas, que vêm embaladas em pacotinhos quadrados à prova de luz;
  • Dê preferência a camisinhas que possuam espermicidas, pois eles aumentam a eficácia desse método;
  • Se necessitar de mais lubrificação, use lubrificante à base de água (KY gel, geléias ou cremes espermicidas, que ainda aumentam a eficácia da camisinha, glicerina);
  • Não use lubrificante à base de derivados de petróleo o pacote deve ser novo, sem danos. Use outro se o pacote estiver danificado ou se passou do prazo de validade. Camisinha deve ter validade no pacote!
  • Armazene em lugar fresco e escuro (calor, luz e umidade danificam). Evite carregar em carteira de dinheiro ou sentar em cima (o peso pode danificar). Tem gente que guarda no bolso traseiro da calça e acaba sentando em cima o dia inteiro;
  • Manuseie com cuidado. Unhas, dentes e anéis podem rasgar;
  • não desenrole antes de usar.
  • Sexo Seguro - Livre-se das desculpas esfarrapadas

    "Usar camisinha é como chupar bala com papel" ou "Eu nunca transei com ninguém doente, a gente nem precisa usar" são coisas comuns que ainda se ouve quando o assunto é sexo. Se você está preocupado com a sua saúde, não pode cair nestas histórias. Saiba o que responder:

    1. "Sei que sou saudável. Não precisamos usar camisinha"
    Resposta:
    "Fico feliz por você, mas, da minha saúde, cuido eu..."

    A maioria das doenças sexualmente transmissíveis demora algum tempo para se manifestar e, no caso da Aids, o tempo de incubação é de anos. Mesmo que a pessoa apresente um teste negativo de HIV, isso quer dizer pouca coisa. Lembre-se: é preciso só uma vez para se infectar.

    2. "A camisinha não é natural"
    Resposta:
    "A doença é natural, mas nem por isso quero me arriscar"

    A camisinha pode não ser "natural", mas ela, exceto em casos muito especiais, não causa alergias nem qualquer tipo de problema. Sabendo usar, ela sequer atrapalha a relação.

    3. "Vou perder o tesão e posso falhar"
    Resposta:
    "Pode deixar que dessa parte eu me encarrego. Sei colocar de um jeito que só vai melhorar o clima..."

    O correto não é transformar o preservativo em algo que "pare tudo", mas sim incorporá-lo à relação e transformar a colocação em algo agradável.

    4. "Só desta vez, vai?"
    Resposta:
    "Uma vez já é o bastante para se infectar"

    Não se esqueça: nenhuma doença sexualmente transmissível é passada "aos poucos". É preciso só uma transa para se infectar.

    5. "Pode confiar em mim"
    Resposta:
    "Desculpe, mas quando o assunto é a minha saúde, eu só confio em mim"

    Se a pessoa tem tanta segurança de que não tem nada, ela não deveria estar preocupada se você também não tem? Desconfie.

    6. "Isso sempre arrebenta quando eu uso..."
    Resposta:
    "Então está na hora de aprender a usar direito"

    Usada corretamente, a camisinha tem chances muito pequenas de estourar. Lubrificantes (sempre à base de água) são essenciais.

    7. "Não tenho camisinha"
    Resposta 1:
    "Eu tenho"
    Resposta 2: "Já ouviu falar de farmácia 24 horas?"
    Não se esqueça de que existem diversas outras formas de prazer que não envolvem riscos de transmissão de doenças. Sem camisinha, não transe.

    8. "Com camisinha, não transo"
    Resposta:
    "Sem camisinha, EU não transo"

    Produtos com bactérias "boazinhas" se tornam populares

    Bactérias na comida do bebê? Micróbios no seu milkshake? Fique tranqüilo, isto não é a última ameaça da sua comida - é o crescimento de uma tendência em comidas desenvolvidas para melhorar a saúde, não para deixar você doente.
    Estes produtos contêm probióticos, ou bactérias "amigáveis" semelhantes àquelas encontradas no sistema digestivo humano.

    Existem pílulas suplementares, iogurtes, smoothies, barras de cereais e até mesmo em fórmulas de comidas para bebês e chocolates. Eles são vendidos por grandes nomes como Danone e Kraft, e estão espalhando como germes nas prateleiras dos supermercados e nos laticínios.

    E estes produtos surgem com vagas propagandas sobre a saúde de "regular seu sistema digestivo" ou "fortalecer suas defesas do corpo".

    Especialistas dizem que os probióticos são geralmente mais seguros e, em alguns casos, podem ser de grande ajuda. Mais pequisas são necessárias e é uma nova área que reflete uma compreensão crescente sobre o papel que ocorre naturalmente em bactérias intestinais no que se refere à saúde. Nesta semana, o NIH (Instituto Nacional de Saúde de Chicago, em tradução literal) está propondo uma conferência em que os melhores cientistas discutirão os avanços recentes.

    Por enquanto, o mercado está à frente da ciência. É tudo parte do desenvolvimento de um esforço para capitalizar a obsessão por comidas saudáveis. Probióticos já são muito populares na Europa, Ásia e América do Sul.

    E também existem "pré-bióticos", que contêm fibra e outros nutrientes que alimentam as bactérias probióticas.

    Até este ano, mais de 150 produtos alimentícios comerciais com probióticos e pré-bióticos foram introduzidos nos Estados Unidos comparado com aproximadamente 100 no ano passado e apenas 40 em 2005, disse Tom Vierhile da Datamonitor, de uma empresa de pesquisa de mercado.

    "É definitivamente uma tendência crescente", diz Vierhile.

    Holly Maloney, 32 anos, um professor de nutrição da Chicago's Kendall College, come novas barras de nutrição que alegam ajudar na digestão e no sistema imunológico. Ela também é uma fã de iogurte e kefir, uma bebida com leite fermentado que contém probióticos. "Eles simplesmente me fazem sentir bem", diz sobre os produtos. "Se eu fico sem eles por poucos dias, eu não me sinto bem".

    Enquanto muitos probióticos não têm sido submetidos a testes científicos rigorosos, existem evidências emergentes que grandes quantidades de alguns tipos de bactérias "amigáveis" podem ser úteis.

    Pequenos estudos têm sugerido que certos probióticos podem ajudar a tratar ou prevenir alguns tipos de gastroenterites, diarréia e reações alérgicas da pele, e as bactérias estão sendo investigadas por muitos outros alimentos.

    O NIH declarou o estudo de bactéria gastrointestinal e probióticos como uma grande iniciativa de pesquisa. O próximo encontro da agência irá ressaltar a ciência atual e então poderá identificar falhas na pesquisa e determinar as futuras direções, disse Crystal McDade-Ngutter, que comanda o grupo de trabalho do NIH sobre o assunto.

    "O fato é que existe uma série de implicações para a saúde e uma falta de compreensão associada ao uso do pré e probitóticos e tornam este um assunto muito interessante para um estudo", ela disse.

    Por exemplo:
    Um estudo canadense publicado no mês passado sugeriu que o leite fermentado que contém lactbacillus acidophilus e Lactobacillus caseii poderia ajudar a prevenir diarréia relacionadas a antibióticos.

    Um estudo da Finlândia publicado neste ano descobriu que uma bebida de aveia que contém a bactéria Bifidobacterium lactis ajudou na função do intestino em residentes de enfermagem.

    Cientistas na Argentina estão investigando se o leite fermentado com bactéria de ácido lático deveria reduzir as quantidades de substâncias causadoras de câncer no intestino.

    Mesmo sem todas as respostas da ciência, os probióticos são uma indústria global de multibilhões de dólares. Só nos Estados Unidos, as vendas no varejo de comidas e suplementos com conteúdo probiótico totalizaram um número estimado em US$ 764 milhões em 2005 e devem chegar a US$ 1 bilhão em 2010, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado BBC Research.

    O iogurte da Danone Activia, introduzido no ano passado, é praticamente o mais conhecido produto norte-americano. Seu primeiro ano de vendas gerou mais de US$ 100 milhões. A General Mills introduziu o competidor YoPlus, sob a marca Yoplait neste ano.

    Um pesquisador da Universidade de Michigan Gary Huffnagle nomeou os probióticos como "um novo grupo essencial de comida" em seu novo livro The Probiotics Revolution (A Revolução dos Probióticos, em tradução literal). O conceito, entretanto, não é novo.

    Milhões de boas bactérias vivem na região do intestino, ajudando a afastar as bactérias más e causadoras de doenças. Cada vez mais cientistas acreditam que a doença surge quando o balanço fica dividido e as bactérias ruins dominam.

    Este crescimento exagerado tem implicado muitos problemas digestivos comuns incluindo a inflamação do intestino e a síndrome do intestino irritável, disse Sri Komanduri, um especialista gastrointestinal do Chicago's Rush University Medical Center.

    Komanduri prescreve pílulas probióticas que contêm 450 bilhões de bactérias de ácido lático vivas para a doença inflamatória do intestino e o crescimento exagerado de bactérias.

    Mas ele não prescreve a seus pacientes sem recomendações específicas e ele não recomenda comida com probióticos porque ele disse que não existem evidências de que elas sejam efetivas.

    Mau hálito? Veja causas e como solucionar

    Nada mais desconfortável do que conversar com uma pessoa e sentir um odor nada agradável. O curioso é que os portadores do mau hálito não conseguem perceber a presença do problema. São os outros que notam e ficam constrangidos em avisar a vítima da doença.
    Esse temível problema afeta cerca de 60% de toda a população mundial e você pode ser uma dessas pessoas. Mas calma, não precisa fic
    ar neurótica. Esse probleminha tem solução. Só é preciso descobrir a verdadeira causa para atacá-la de maneira certeira.

    Graças à odontologia, ninguém precisa se conformar em ter de conviver com o mau hálito para o resto da vida. O primeiro passo é conhecer bem o inimigo. Estima-se que cerca de 90% a 95% das halitoses (nome correto para esse drama) são causadas no ambiente bucal, principalmente na língua, e cerca de 5% a 10% têm causas sistêmicas, como diabetes, problemas renais ou hepáticos e prisão de ventre acentuada.

    A língua possui diversas papilas gustativas entre as quais se formam criptas, ou seja, saquinhos que retêm resíduos de alimentos, células epiteliais descamadas e placas bacterianas que começam a fermentar e a liberar odor de enxofre. Essa é, sem dúvida, a principal causa do mau hálito. Mas mesmo assim, é preciso fazer uma investigação mais detalhada para saber se a halitose não é fruto de algum outro problema. Por isso, o dentista faz um exame detalhado da boca, da língua e da parte dentária.

    "Os resíduos, as placas bacterianas e as bactérias podem ficar acumuladas em várias regiões da boca, por isso essa anamnese tão detalhada", explica a dentista Caroline Zarvos (SP). A partir dessa observação é possível levantar as diversas causas e identificar a melhor maneira de prevenção ou tratamento. Listamos a seguir as mais comuns e explicamos como tratar o problema em cada um dos casos.
    Revista Plástica & Beleza