sábado, 25 de outubro de 2008

HERPES SIMPLES

As infecções pelo herpes simples vírus apresentam-se como desafios, cada vez maiores, para diversas áreas da medicina, por serem dotadas de várias peculiaridades. Dentre elas, cita-se a capacidade do vírus permanecer em latência por longos períodos de tempo, podendo sofrer reativação periódica, gerando doença clínica ou sub-clínica. O herpes simples vírus é comumente associado a lesões de membranas mucosas e pele, ao redor da cavidade oral (herpes orolabial) e da genitália (herpes anogenital). O vírus do herpes simples determina quadros variáveis benignos ou graves. Há dois tipos de vírus: o tipo-1, responsável por infecções na face e tronco, e o tipo-2, relacionado às infecções na genitália e de transmissão geralmente sexual. Entretanto, ambos os vírus podem infectar qualquer área da pele ou das mucosas. As manifestações clínicas são distintas e relacionadas, ao estado imunológico do hospedeiro:
Primo-infecção herpética -É, em geral, sub-clínica e passa despercebida; o indivíduo torna-se portador do vírus sem apresentar sintomas. Em pequena porcentagem de indivíduos, a infecção é grave e prolongada, perdurando por algumas semanas. Após a infecção primária, o vírus pode ficar em estado de latência em gânglios de nervos cranianos ou da medula. Quando reativado por várias causas, o vírus migra através de nervo periférico, retorna à pele ou mucosa e produz a erupção do herpes simples recidivante.
Gengivoestomatite herpética primária -É de observação mais comum em criança, podendo variar de um quadro discreto, com algumas lesões vésico-erosivas e subfebril, até quadros graves, com erupção vesiculosa, febre alta, adenopatias e comprometimento do estado geral. Com o rompimento das vesículas, formam-se exulcerações, a gengiva edemacia-se e a alimentação é dificultada. A faringe pode ser atingida. Eventualmente, a primo-infecção em crianças ocorre na região genital (vulvo-vaginite herpética). O quadro dura de 2 a 6 semanas, com tendência à cura, sem deixar seqüelas.
Herpes recidivante - É de observação mais comum em adultos, surgindo as lesões em qualquer área da pele ou mucosa, onde ocorreu a inoculação primária. O aparecimento das lesões é, em geral, precedido de horas ou dias de discreto ardor ou prurido local; surgem em seguida as lesões características, vesículas agrupadas sobre base eritematosa, que se tornam pústulas e se ulceram. A localização mais freqüente é nos lábios, desencadeada por traumas, exposição ao sol, tensão emocional, menstruação e infecções respiratórias.
Herpes genital - A primo-infecção em adulto surge 5-10 dias após o contato, em geral pelo Herpes Simples Tipo-2. Há também discreto prurido e/ ou ardor e, então, vesículas agrupadas dolorosas aparecem no pênis, vulva ou ânus, sendo o quadro acompanhado de cefaléia, febre e linfadenopatia. O herpes recidivante genital é freqüente e perdura de 5 a 10 dias.

HERPES SIMPLES - MODO DE TRANSMISSAO

Por contato íntimo com indivíduo transmissor do vírus, a partir de superfície mucosa ou de lesão infectante. O HSV é rapidamente inativado em temperatura ambiente e após secagem, logo, a disseminação por aerossóis ou fômites é rara. O vírus ganha acesso através de escoriações na pele ou de contato direto com a cérvix uterina, uretra, orofaringe ou conjuntiva. A transmissão assintomática também pode ocorrer, sendo mais comum nos primeiros 3 meses após a doença primária, quando o agente etiológico é o HSV-2 e na ausência de anticorpos contra o HSV-1.

HERPES SIMPLES - DIAGNOSTICO

É eminentemente clínico. O laboratório pode auxiliar nos casos atípicos. O método usualmente utilizado é a citodiagnose de Tzanck. As técnicas sorológicas também podem ser realizadas, como a imunofluorescência e o teste enzimático, além do PCR.

HERPES SIMPLES - TRATAMENTO

Para todas as formas de herpes simples utiliza-se: aciclovir, na dose de 200mg, 5 vezes ao dia, por 5 dias, podendo ser estendido nas primo-infecções. Em imunocomprometidos, a dose pode ser duplicada. Em formas graves, hospitalização, adequada hidratação e aplicação de aciclovir por via intravenosa, podem ser indicadas, utilizando-se a dose de 5mg/kg, IV, a cada 8 horas. Nas infecções primárias, o aciclovir, o valaciclovir e o panciclovir diminuem a duração dos sintomas, apresentando os dois últimos comodidade posológica em relação ao aciclovir. Em pessoas com recorrências freqüentes (mais de 4 episódios por ano), a profilaxia pode ser indicada, geralmente com aciclovir, 200mg, 3 vezes ao dia, por 6 a 12 meses.

SÍNDROME DE CUSHING

Uma condição, mais comumente vista em mulheres, devido ao hiperadrenocorticismo resultando de neoplasmas do córtex supra-renal ou do lobo anterior da hipófise, ou a ingestão excessiva prolongada de glicocorticóides para finalidades terapêuticas. Os sintomas e sinais podem incluir adiposidade desenvolvendo-se rapidamente da face, pescoço e tronco, cifose causada por osteoporose da coluna, hipertensão, diabetes melito, amenorréia, hipertricose (em mulheres), impotência (em homens), pele escurecida com marcas (estrias) purpúreas, policitemia, dor no abdome e costas, e atrofia e fraqueza muscular. Quando secundária a secreção hipofisária excessiva de corticotropina é conhecida como doença de Cushing.

HORMÔNIOS NATURAIS

São substâncias ativas produzidas pelo organismo do homem ou dos animais, suscetíveis, em doses pequeníssimas, de inibir ou de estimular o funcionamento de determinados órgãos, seja atuando diretamente sobre esses órgãos, seja desencadeando a síntese ou a secreção de sistemas hormonais secundários ou terciários. Uma das características fundamentais que definem os hormônios é que eles se ligam a um receptor molecular estereospecífico para desencadear uma resposta. Essas substâncias, geralmente segregadas pelas glândulas endócrinas, são regidas pelos sistemas simpático e parassimpático. Os hormônios são veiculados pelo sangue, pela linfa ou por outros líquidos do organismo. Eles podem igualmente provir de glândulas simultaneamente endócrinas e exócrinas ou de diversos tecidos celulares. O transporte dos hormônios pelo sangue não é considerado uma condição necessária para que haja uma reação hormonal. As respostas podem ser desencadeadas após liberação dos hormônios no líquido intersticial com fixação dos hormônios a receptores nas células vizinhas (controle paracrinal) ou a receptores situados sobre a célula que libera o hormônio (controle autocrinal).

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Rins filtram impurezas e as eliminam na urina

Os nutrientes ganham as células e farão parte do metabolismo celular. Para que ocorra a síntese das proteínas (os hormônios circulantes, formadores das paredes celulares, dos tecidos), das gorduras (tomam parte na composição das membranas celulares) e outras substâncias, as células necessitam de energia, só assim sobrevivem.
Essa energia é obtida por uma reação de combustão (queima) conhecida como respiração celular. Nesse processo, a glicose (obtida na digestão e trazida pelo sangue a cada uma das células) e o oxigênio (obtido na respiração pulmonar e trazido a cada uma das células pelo sangue) sofrem uma reação química, que libera energia e tem como produtos a água e o gás carbônico.
As células realizam seus processos metabólicos dos quais restam resíduos, que são conhecidos como excretas, pois não servem às células e são até mesmo tóxicos. O processo de eliminação dos resíduos do metabolismo pelo corpo é conhecido como excreção. Nos corpos dos animais existe um delicado equilíbrio físico-químico dentro e fora das células. A manutenção desse equilíbrio é feita pela sistema excretor.
Excreção e sistema urinário
A excreção tem por principal função eliminar substâncias nitrogenadas e regular a quantidade de água nos indivíduos. Os excretas nitrogenados podem ser eliminados sob diferentes formas, dependendo do animal: aminoácidos, uréia e ácido úrico.
Os rins e vias urinárias constituem o sistema urinário dos mamíferos, que é muito eficiente na "limpeza" do organismo. Os rins recebem o sangue a ser filtrado, que é rico em oxigênio necessário à sobrevivência, através das artérias renais, que se transformam em vasos cada vez menores no seu interior (arteríolas). Essa ramificação de vasos entra em contato direto com a unidade excretora do rim, o néfron.
O néfron está dividido em duas regiões:
  • Uma que possui um "novelo" de capilares (glomérulo de Malpighi), onde a pressão do sangue expulsa para uma cápsula coletora (cápsula de Bawman) a água e pequenas moléculas dissolvidas no plasma sanguíneo (sais, uréias, moléculas orgânicas simples). Estruturas e substâncias maiores (glóbulos sanguíneos e proteínas do plasma) não passam do interior dos capilares para a cápsula.
  • Outra, o túbulo renal, onde ocorre a reabsorção. A água e outras sustâncias úteis que haviam sido filtradas voltam para o sangue.
    O sangue filtrado sai dos rins pela veia renal, livre de excretas e rico em gás carbônico.
    De cada rim sai um tubo, os ureteres, que levam o produto da filtração e reabsorção (urina) até a um reservatório, a bexiga urinária, que tem por função armazenar a urina. A bexiga é um órgão constituído por musculatura elástica, o qual aumenta conforme armazena a urina. Seu limite é, em média, de 600ml, pouco mais que meio litro. A urina sai para o exterior do corpo através da uretra.
  • O volume de água no organismo
  • A produção da urina é regulada pela região cerebral (hipotálamo) capaz de perceber a concentração sanguínea. Essa região cerebral produz um hormônio responsável pelo aumento da reabsorção de água nos túbulos renais, diminuindo o volume de urina e assim a perda de água.
    No inverno, quando os dias são mais frios, transpiramos menos, portanto perdemos menos água para o meio ambiente. Para manter os níveis necessários de água no corpo é preciso eliminar a água que não saiu pela transpiração, o que é feito através da urina. Assim o corpo diminui a produção do hormônio que aumenta a reabsorção nos túbulos renais, aumentando o volume de urina.
  • Respiração, digestão, circulação e outros sistemas

    O nosso organismo se constitui de diversos sistemas corpóreos. São eles: sistema digestório, o respiratório, o circulatório, o excretor, o nervoso, o locomotor, o reprodutor e o endócrino. Nas pessoas saudáveis, eles devem funcionar, em total sincronia, como numa linha de produção. Para isso, é necessário que ocorra uma interdependência entre eles. Neste artigo, vamos ver um pouco da fisiologia desses sistemas e a relação que existe entre eles.

    Digestão

    Para começar, a digestão. De forma sucinta, esta se inicia na boca, onde o alimento é cortado, mastigado e triturado. Em seguida, vai para faringe e desce, pelo esôfago, até o estômago. Nesse local, ocorre uma grande transformação, pois o alimento sofre a ação de enzimas e sucos gástricos, para ser "quebrado" em partículas menores. Depois, segue para o intestino delgado, onde a digestão é finalizada.

    Os resíduos vão ao intestino grosso e são eliminados pelo ânus. Ao contrário, os nutrientes são absorvidos no intestino delgado e caem na circulação sanguínea. Aí está a primeira interdependência a ser apontada: é necessário que ocorra a ingestão de nutrientes (os mais variados e equilibrados) para que estes sejam levados, através da circulação sanguínea, a todas as células de nosso corpo, de modo que elas, as células, tenham condições de exercer as suas respectivas funções.

    Respiração e alimentação

    Quanto à respiração, ela ocorre da seguinte forma: inspiramos o gás oxigênio, juntamente com outros gases existentes na atmosfera, mas o primordial para nossa sobrevivência é o oxigênio. Este passa pelas fossas nasais, onde é filtrado pelos pêlos e aquecido por pequenos vasos sanguíneos. Depois segue pela faringe, laringe, brônquios e bronquíolos, no interior dos pulmões. Nestes, há também os alvéolos pulmonares, local onde ocorre as trocas gasosas, ou seja, troca-se o gás carbônico (CO2) por gás oxigênio (O2) e este último é levado para todas as células de nosso organismo através do sangue.

    Qual é a relação da digestão com a respiração? Simples, os produtos finais de cada processo, principalmente a glicose (proveniente da digestão) e o oxigênio (proveniente da respiração) precisam chegar a uma parte da célula específica, a mitocôndria (esta é uma organela citoplasmática) que realiza diversas reações químicas, transformando a glicose e o oxigênio em energia (ATP), que, por sua vez, é necessária para realizarmos todas as nossas funções vitais, como andar, correr, estudar, namorar, etc.

    Para o sistema locomotor funcionar adequadamente é necessário que os músculos não estejam privados de nutrientes, como glicose, oxigênio, sais minerais etc., bem como que os ossos estejam ricos em cálcio para terem a rigidez necessária à sua sustentabilidade.

    Sistema excretor

    A excreção consiste em eliminar grande parte de impurezas do nosso corpo através da urina e do suor, principalmente. O processo para eliminação desses resíduos ocorre da seguinte forma: o sangue chega até os rins (que fazem parte do sistema excretor), no interior dos quais existem os néfrons que funcionam como um filtro, onde os resíduos (como por exemplo, amônia e uréia) são encaminhados para os bacinetes, os ureteres, a bexiga e uretra, por onde são expelidos. Os nutrientes como os aminoácidos e a glicose são reabsorvidos pelo organismo.

    O sistema nervoso no comando da máquina

    O sistema nervoso pode ser considerado a central de comando da máquina corporal, pois coordena tudo o que ocorre em nosso corpo, seja falarmos, pensarmos, andarmos, reagirmos a diferentes situações, de perigo ou de prazer. Enfim, tudo o que vivenciamos em nosso cotidiano é transmitido pelas nossas células nervosas (neurônios) até o cérebro.

    Este decodifica tudo e envia uma resposta, que constitui a nossa reação aos estímulos do meio. Como todo esse processo precisa ser muito rápido - pois só assim nossa sobrevivência está garantida - é de suma importância que se tenha grande quantidade de mitocôndrias nos neurônios para gerar energia (ATP), a fim de realizar o trabalho com a maior presteza possível.

    Sistema endócrino

    Já o sistema endócrino seria o ajudante geral do comandante, pois compõe-se das glândulas que liberam hormônios, estimulando ou retraindo o funcionamento dos diferentes órgãos dos diversos sistemas. Essas glândulas são a hipófise, o hipotálamo, a tireóide, as paratireóides, o pâncreas, as supra-renais, os ovários e os testículos.

    Contudo, se são lançados no sangue e este circula em todas as partes do corpo, por que os hormônios não afetam os diferentes órgãos de um modo geral? De fato, ao ser lançado, um determinado hormônio circula em todas as partes do corpo, mas ele só age efetivamente no local específico, pois ao ser secretado ele procura uma "célula-alvo", que apresenta determinada substância (proteína) específica para receber sua ação.

    Circulação e reprodução

    Por fim, para os sistemas reprodutores (masculino e feminino) funcionarem adequadamente é necessário, além dos nutrientes já anteriormente mencionados, que a circulação ocorra perfeitamente, pois ela é a responsável pela grande irrigação dos corpos cavernosos do pênis, originando assim a ereção. Também na mulher ocorre uma grande vascularização e a ereção do clitóris (apesar de não ser tão evidente, como nos homens).

    Para existir o desejo, os sentidos são estimulados, recebendo informações que são mandadas ao cérebro e decodificadas. A partir daí, os hormônios são lançados no sangue. As diferentes sensações são percebidas através do sistema nervoso, provocando reações no organismo: aumenta o ritmo da respiração e dos batimentos cardíacos. Tudo isto resulta em grandes sensações de prazer que favorecem a perpetuação da espécie.

    Enfim, essa interdependência entre os diversos sistemas corpóreos é mais uma demonstração de como o nosso organismo é perfeito. Mas nós precisamos contribuir para a manutenção desse equilíbrio. Vale lembrar que tudo o que consumimos interfere diretamente no funcionamento de nosso corpo: tanto os nutrientes necessários, que adquirimos através de uma alimentação adequada, quanto às substâncias que agridem e podem destruir o corpo, como as diferentes drogas (álcool, cigarro, maconha, etc), embora provoquem momentaneamente sensações agradáveis.

    GRAVIDEZ PRECOCE - Evitar é preciso

    Segundo o Censo de 2000 e uma pesquisa conduzida pela Unifesp em hospitais públicos brasileiros, respectivamente, 99% das gestantes entre 11 e 19 anos conhecem os preservativos e a pílula anticoncepcional. Então, é o caso de se perguntar: por que as adolescentes engravidam?

    Em primeiro lugar, fica evidente que conhecer um método anticoncepcional não é garantia de fazer uso dele na hora necessária. Uma explicação para esse desencontro entre informação e atitude é que as campanhas sobre sexo seguro e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis podem estar atingindo somente as mulheres a partir de uma certa idade, sem causar impacto entre as adolescentes.

    Inibição de alto risco

    Em entrevistas de programas de TV voltados para o público juvenil, é comum ouvirem-se jovens dizendo que não falam sobre preservativos, com os parceiros ou parceiras devido à falta de intimidade com eles. Sentem-se inibidos, inseguros e, por isso, preferem não tocar no assunto.

    Já com as mulheres adultas a situação se revela diferente: elas são mais seguras e têm mais clareza do que querem. Estão informadas sobre sexo seguro e previnem-se mais. Esse comportamento pode ser notado pelo fato de estarem engravidando cada vez mais tarde, bem como optando por ter menos filhos.

    Na verdade, é preciso reduzir o descompasso entre o conhecimento dos anticoncepcionais e a consciência da necessidade de usá-los por parte dos jovens. Para isso, talvez seja importante refletir sobre a intimidade, já que ela é parte integrante do relacionamento sexual.

    Quem tem coragem de expor seu corpo nu ao parceiro e entregar-se a ele não deveria ter medo de conversar sobre esse ato. Afinal, o diálogo é sempre a melhor maneira de se resolver qualquer problema. Uma conversa franca antes de chegar às vias de fato pode evitar conseqüências desastrosas.

    Como as pesquisas genéticas estão presentes no cotidiano

    Na última década, tanto o meio acadêmico-científico quanto os meios de comunicação passaram a divulgar os grandes avanços da ciência no campo da genética. Normalmente, quando se fala no assunto, as pessoas rapidamente associam a genética com o DNA e os testes de paternidade. Não é uma associação incorreta, mas genética não se limita a isto.

    Genética é a ciência que estuda os genes. A partir de suas descobertas, desenvolveram-se a biotecnologia, a engenharia genética, a clonagem, os produtos transgênicos, o uso terapêutico das células-tronco, etc. São assuntos muito comentados atualmente e, com freqüência, eles se tornam manchetes do noticiário. Mas o que isso tem a ver com o nosso cotidiano?
    Bem, em primeiro lugar, isso está relacionado diretamente com a nossa existência, pois a genética é a base do ser humano. Ela é responsável pelas nossas variabilidades e diferenças, bem como pelas nossas semelhanças. Todos nós apresentamos 46 cromossomos e cerca de 30.000 genes: portanto, numericamente somos todos iguais. Porém, a combinação desses genes e as permutações ocorridas no processo de divisão celular (a meiose, especificamente) garantem nossas diferenças.
    A genética encontra-se cada vez mais inserida na vida do ser humano. Já passou o tempo em que falar de genética era abordar as pesquisas com ervilhas do monge Gregor Mendel, o "pai da genética". Hoje, graças aos avanços tecnológicos, o material genético tem sido mapeado, decifrado e manipulado. Resta saber até onde vai o limite humano...

    O que muda no português escrito

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, no dia 29 de setembro, o decreto que estabelece o cronograma para a vigência do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O evento aconteceu no Rio de Janeiro, em cerimônia na Academia Brasileira de Letras, durante sessão solene de celebração dos 100 anos de morte de Machado de Assis.

    domingo, 14 de setembro de 2008

    GENETICA - DHRN

    Eristroblastose Fetal ou Doença Hemolítica do Recém Nascido

    O que é?
    Incompatibilidade sanguínea (Fator RH) entre o sangue materno e o sangue fetal.

    Causas

    • Uma mulher RH-, casada com um homem RH+ poderá ter um filho RH+;
    • Durante o período de gestação há uma estreita comunicação entre a mãe e o filho atravéz da placenta;
    • Acidentalmente podem ocorrer hemorragias na placenta e a passagem dos glóbulos sanguíneos do sangue do filho para a circulação materna;
    • As hemáceas do filho, portadoras do fator RH+, irão sensibilizar o sistema imunológico da mãe e esta passará a produzir anticorpos que passarão para a circulação do filho, onde destruirão suas hemáceas, originando a doença.
      • Conseqüências

        O casal cuja mãe possui RH negativo (-) e o pai RH(+) terá probabilidade de gerar uma criança com RH+, a qual poderá ser portadora da Doença Hemolítica do Recém Nascido ou Eristroblastose Fetal com as seguintes conseqüências:

      • O feto poderá falecer na gestação ou após o nascimento. Pode resultar, ainda, em um recém nascido gravemente ictério e que a deficiência mental é um acompanhamento possível, além de surdez e de paralisia cerebral (Resultado de Kernicterus)

        Tratamento

        A gravidade da enfermidade depende do grau de sensibilização da mãe. O primeiro e o segundo filho, gerados nas condições especificadas anteriormente, podem ser pouco afetados, mas em gestações seguintes, nas mesmas circunstâncias a mãe irá sendo sensibilizada gradualmente e isto terá aumentado o grau de danos causados ao filho. Em casos em que a criança nasce afetada pela doença pode-se fazer uma transfusão total de sangue. Usa-se nesse caso, sangue RH(-), pois este tipo, não tendo o antígeno, não é destruido pelos anticorpos da mãe presentes no recém nascido. Após um certo tempo, as hemáceas RH(-) recebidas são totalmente substituídas por outras RH(+) produzidas pela própria criança, não havendo mais o risco de sua destruição, pois agora a criança não terá mais o anti-corpo que recebeu de sua mãe.
        Dispõem-se agora de um recurso adicional para as mulheres RH(-) cujos maridos tem sangue RH(+). A utilização de gamaglobulina anti-RH para bloquear o processo de sensibilização que produz anticorpos contra o sangue RH(+) incompatível do bebê. A sua administração imediatamente após o nascimento do bebê RH(+) fornece à mãe uma dose passiva temporária de anticorpos que destroem quaisquer células sanguíneas RH(+) que possam penetrar na corrente sanguínea materna durante o parto. Isso impede que a mãe produza anticorpos permanentes.
        Outros métodos são os espectofotométricos para o exame do líquido aminiótico, que determina a gravidade da condição, o uso de transfusões de troca no nascimento, a instituição do parto prematuro nos casos críticos ao uso da gamoglobulina. Esta têm contribuído para reduzir o retardamento mental, a surdez e a paralisia cerebral.
        Nos casos em que o filho é RH(-) e a mãe RH(+) não há problema, porque a produção de anticorpos pela criança só inicia cerca de seis meses após o nascimento.
        Devemos salientar que existem, ainda, outros sistemas de grupos sanguíneos na espécie humana.

        Incidência
        Estima-se que a incompatibilidade do fator RH seja a causa do retardamento mental de 3 a 4% dos portadores de deficiência mental institucionalizados.
        Calcula-se haver um caso em cada 150 à 200 nascimentos.

    GENETICA

    Albinismo
    Saiba mais sobre o albinismo, função da melanina, alteração genética responsável pela ausência de pigmentação, características da pele albina, cuidados, etc.
    O albinismo é uma condição de natureza genética em que ocorre uma falha na produção de melanina. Ele é hereditário e pode ser classificado em dois tipos: tirosinase-negativo (quando não há produção de melanina) e tirosinase-positivo (quando há pequena produção de melanina).

    HEMOFILIA

    Hemofilia
    Saiba mais sobre hemofilia, doença hereditária, causas, tipos mais comuns, deficiências, genética, coagulação do sangue.
    A hemofilia é uma doença congênita e hereditária. Seus portadores sofrem de hemorragias de difícil controle, e, estas, podem ocorrer tanto de forma espontânea como através de pequenos traumatismos.

    UNEMAT SINOP

    Cursos oferecidos na cidade de Sinop

    • Cursos Regulares

    UFMT SINOP

    A Universidade Federal de Mato Grosso oferece, em Sinop, os seguintes cursos de graduação:

    • Agronomia;
    • Enfermagem;
    • Engenharia Florestal;
    • Licenciatura em Ciências Naturais e Matemática: Habilitação em Física, Matemática ou Química;
    • Medicina Veterinária
    • Zootecnia;

    NOTICIA

    Piercing no lábio pode causar perda de dentes

    Acessório esbarra nos dentes e causa retração das gengivas.
    Problema pode dar espaço para infecções graves.
    Especialistas da Universidade de Ohio alertam para o fato de que quanto mais tempo um piercing permanecer no lábio, maior será a retração da gengiva com instabilidade dos dentes afetados.
    Saiba mais:
    http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL723414-5603,00-PIERCING+NO+LABIO+PODE+CAUSAR+PERDA+DE+DENTES.html

    GENETICA

    Miscigenação e leis da genética explicam filhos de mesmos pais com cor diferente
    Pais mestiços podem legar a filhos tanto DNA para pele clara quanto para pele escura.
    Coloração é determinada por ação conjunta de vários genes, com muitas permutações.
    O nascimento de irmãos gêmeos com cores de pele diferentes na Alemanha -- um dos bebês é branco, enquanto o outro é negro -- surpreendeu o mundo nesta quarta-feira (16). Trata-se de um acontecimento raro, mas não tem nada de miraculoso -- e não é nem preciso duvidar da fidelidade da mãe ao marido para explicar o que acontece.
    Veja a noticia completa no portal:
    http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL649019-5603,00.html

    GENETICA

    O que é o genoma humano
    Podemos dizer que genoma é o código genético do ser humano, ou seja, o conjunto dos genes humanos. No material genético podemos encontrar todas as informações para o desenvolvimento e funcionamento do organismo do ser humano. Este código genético está presente em cada uma das nossas células. O genoma humano apresenta-se por 23 pares de cromossomos que contem interiormente os genes. Todas as informações são codificadas pelo DNA, o ácido desoxirribonucléico. Este ácido, que tem um formato de dupla hélice, (veja figura do DNA acima) é formado por quatro bases que se juntam  aos pares: adenina com timina e citosina com guanima.

    A utilidade do genoma humano
    Através do mapeamento genético do genoma humano será possível, muito em breve, descobrir a causa de muitas doenças.  Muitos remédios e vacinas poderão ser desenvolvidos a partir das informações obtidas pelas pesquisas genéticas. Descobrindo a causa de várias doenças, o ser humano poderá adotar medidas de prevenção.

    Através de pesquisas genéticas e exames, já é possível detectar se um ser humano tem predisposição para sofrer de certas doenças ou se um embrião herdou doenças graves. Em breve, quando forem descobertas as funções de todos os genes humanos, outros benefícios virão.

    O Projeto Genoma
    O geneticista Craig Venture, dono da empresa de pesquisas genética Ventura, completou em 2000 o sequenciamento genético de todos os genes humanos. Foram identificadas todas as bases (moléculas químicas que formam o DNA ).
    Paralelamente o Projeto Genoma, que teve a participação de várias instituições de pesquisa do mundo todo, também concluiu o mapeamento genético.

    GENETICA

    O que é Genética
    A Genética é o ramo da biologia que estuda a transferência das características físicas e biológicas de geração para geração. Muitas cientistas acreditam que a explicação para inúmeros problemas genéticos se encontra nos genes. 

    A hereditariedade é a herança genética que recebemos de nossos antepassados, seja ela, características físicas ou, até mesmo, doenças. Daí a explicação de filhos se parecerem com o pai, com a mãe, avô, avó, tio, tia e até parentes mais distantes. 

    Uma outra forma de se observar a hereditariedade, é através do cruzamento de um rato branco de pêlo liso com um rato preto de pêlo eriçado. Os filhotes deste cruzamento certamente nascerão pretos e com pêlos eriçados, pelo fato dos genes do rato preto serem mais fortes; contudo, quando estes filhotes atingirem a idade adulta, poderão ter crias de pêlo branco e liso. Isso se deve a mistura de genes que eles possuem. 

    Atualmente há muitas pesquisas sobre o código genético. Os cientistas acreditam que graças a estes estudos, futuramente será possível eliminar as doenças de origem genética que atingem inúmeras pessoas em todo o mundo. Entre as principais doenças de origem genética, podemos citar : síndrome de down, talassemia, albinismo, daltonismo, doença de Alzheimer, epilepsia, hemofilia A e B, leucemia etc.