quinta-feira, 11 de junho de 2009

Em 2009, estudantes terão Olimpíadas das Ciências

Alunos de todo o país vão ter, neste ano de 2009, mais uma competição de conhecimentos: a Olimpíada Brasileira das Ciências, que será organizada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Ministério da Educação (MEC). A informação foi dada pela secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar, em entrevista à Agência Brasil.

"O projeto será para as séries iniciais e finais do ensino fundamental, além do ensino médio. O foco está na melhoria do ensino da ciência a partir desse debate que se cria com as olimpíadas", afirmou Pilar.

Segundo o conselheiro do grupo de trabalho de educação da SBPC Isaac Roitman, a idéia foi inspirada no sucesso da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, que atraiu na edição deste ano 18 milhões de alunos. Ela é promovida pela Sociedade Brasileira de Matemática, o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), e os Ministérios da Ciência e Tecnologia e da Educação.
"O principal objetivo das olimpíadas é ser um instrumento de estímulo e educação científica para os jovens tanto em escolas públicas quanto privadas. Além de funcionar como instrumento de identificação de talentos, ela cria um ambiente acadêmico que estimula os estudantes de forma positiva, contribuindo para a melhoria da qualidade da educação", defendeu.
O modelo da competição deverá ser o mesmo das Olimpíadas de Matemáticas, promovida em parceria com o MEC.


Fiquem atentos!!!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

43 federais decidiram adotar o novo Enem no vestibular 2010

Em todo o país, 43 universidades federais já decidiram que vão adotar o novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no vestibular 2010। O MEC (Ministério da Educação) deu prazo até o dia 31 de maio para que as federais manifestassem o interesse de utilizar a avaliação na seleção de alunos.
Entre essas instituições, quatro ainda não tiveram sua criação aprovada pelo Congresso Nacional। Assim, 39 das 55 federais já em funcionamento utilizarão o novo Enem de algum modo no processo seletivo para ingresso em 2010.
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/06/02/ult1811u323.jhtm

sábado, 23 de maio de 2009

Dengue hemorrágica desbaratina sistema imunológico

O vírus destrói as células de coagulação e seus próprios anticorpos lesam os vasos sangüíneos
Quando você já foi contaminado pelo dengue uma vez, seu corpo produz anticorpos para aquele vírus específico, imunizando contra um novo ataque do mesmo microorganismo. Mas, se ocorre um novo ataque por outro tipo de vírus, seu sistema imunológico dispara uma reação exagerada, aumentando muito a produção de anticorpos e de outras substâncias liberadas durante infecções, que lesam a parede dos vasos sangüíneos.
Além disso, como o vírus destrói as plaquetas, (elementos do sangue envolvidos na coagulação), as hemorragias não conseguem ser estancadas. Daí surgem sangramentos em vários órgãos. A pressão arterial despenca, causando uma série de complicações -- inclusive a morte. Tudo isso em conseqüência da reação do seu sistema imune a um segundo ataque.

Na chamada dengue clássica os sintomas não vão além de febre constante e dores por todo o corpo, principalmente nas articulações, inconvenientes que desaparecem em cerca de dez dias de repouso.
Já quando a variação hemorrágica dá as caras, a situação complica. Apesar de começar com os mesmo sintomas, ela se agrava com o passar dos dias: a febre baixa e, enquanto isso, há queda de pressão e a pele passa a aparentar uma textura pegajosa. Sem o controle adequado, pode haver sérias hemorragias internas, levando o paciente à morte.

Para combater esse quando mais grave, os médicos nem pensam duas vezes em lançar mão de todo um arsenal de recursos, incluindo terapias contra insuficiência circulatória, como a reposição de plasma. Nas duas variações da doença, deve-se evitar remédios à base de ácido acetilsalicílico (como a aspirina), pois podem provocar ainda mais sangramentos.

Depilação pode transmitir micoses e até HPV

Os cuidados dentro do salão de beleza estão em destaque. Muito tem se falado sobre o perigo de contrair o vírus da hepatite e da importância de procurar um local que se preocupe com a higiene e saúde. Mas, além dela, existem outras doenças que podem ser transmitidas enquanto você fica mais bonita. "Problemas de pele como micoses e alergias podem aparecer por causa de objetos mal higienizados", afirma o dermatologista Cesar Cuono, especialista do MinhaVida.

A micose, por exemplo, não é transmitida só em piscinas e saunas. O uso coletivo de utensílios da manicure é a forma mais rápida da doença passar de uma pessoa para outra. No Brasil, há 250 mil salões de beleza e a maioria não utiliza cera individual para depilação. "O comum é colocar o produto em uma panela para aquecê-lo e utilizá-lo em várias clientes durante o dia", comenta o dermatologista.

Segundo o Dr. Cesar Cuono, este processo é extremamente perigoso, pois uma pessoa pode até contrair o vírus do HPV quando faz a depilação da região íntima, se a próxima cliente usar a mesma cera para o procedimento. "O produto só poderia ser reutilizado se o aquecimento acontecesse em uma temperatura superior a 100 graus para que as bactérias fossem exterminadas. E a realidade dos institutos de beleza não é esta", diz.

Além disso, a espátula ou "pauzinho" que as depiladoras usam para retirar a cera da panela e colocá-la na pele da pessoa é um meio para o contágio de doenças. "Como o kit manicure, é essencial que as mulheres, principalmente, passem a ter o seu para depilação. Além de não ser caro, é uma forma de evitar problemas com a saúde", aconselha o médico.

Herança ligada ao sexo

Habitualmente, classificam-se os casos de herança relacionada com o sexo de acordo com a posição ocupada pelos genes, nos cromossomos sexuais. Para tanto, vamos dividi-los em regiões:

A porção homóloga do cromossomo X possui genes que têm correspondência com os genes da porção homóloga do cromossomo Y. Portanto, há genes alelos entre X e Y, nessas regiões. Os genes da porção heteróloga do cromossomo X não encontram correspondência com os genes da porção heteróloga do cromossomo Y. Logo, não há genes alelos nessas regiões, quando um cromossomo X se emparelha com um cromossomo Y.

Herança ligada ao sexo é aquela determinada por genes localizados na região heteróloga do cromossomo X. Como as mulheres possuem dois cromossomos X, elas têm duas dessas regiões. Já os homens, como possuem apenas um cromossomo X (pois são XY), têm apenas um de cada gene. Um gene recessivo presente no cromossomo X de um homem irá se manifestar, uma vez que não há um alelo dominante que impeça a sua expressão.

Na espécie humana. os principais exemplos de herança ligada ao sexo são:

Daltonismo - Trata-se da incapacidade relativa na distinção de certas cores que, na sua forma clássica, geralmente cria confusão entre o verde e o vermelho. É um distúrbio causado por um gene recessivo localizado na porção heteróloga do cromossomo X, o gene Xd, enquanto o seu alelo dominante XD determina a visão normal.

A mulher de genótipo XDXd, embora possua um gene para o daltonismo, não manifesta a doença, pois se trata de um gene recessivo. Ela é chamada de portadora do gene para o daltonismo. O homem de genótipo XdY, apesar de ter o gene Xd em dose simples, manifesta a doença pela ausência do alelo dominante capaz de impedir a expressão do gene recessivo.

O homem XdY não é nem homozigoto ou heterozigoto: é hemizigoto recessivo, pois do par de genes ele só possui um. O homem de genótipo XDY é hemizigoto dominante.

Genótipo Fenótipo
XDXD mulher normal
XDXd mulher normal portadora
XdXd mulher daltônica
XD Y homem normal
Xd Y homem daltônico

sábado, 16 de maio de 2009

Como as galinhas fazem os ovos?

Em mais uma extraordinária demonstração de proeza da natureza, o conteúdo de um ovo é envolvido em uma casca perfeita, sem emendas e incrivelmente forte como se fosse mágica! Os ovos são obras de arte.

A galinha tem pouco a ver com a formação da casca do ovo, na verdade é o ovo que desenvolve a casca em volta de si mesmo. Ele faz isso por meio de processos que também são observados nos ossos e nas conchas do mar.

Em volta do ovo há uma membrana, e nessa há pontos uniformemente espaçados onde formam-se colunas de calcita (uma forma de carbonato de cálcio). Essas colunas se arranjam lado a lado para formar a casca. De acordo com um livro muito interessante chamado "Feito para medir" de Philip Ball:

    Os pontos de nucleação são nódulos de proteína definidos chamados de proeminências mamilares, e o mineral é primeiramente depositado em forma de partículas de aragonita com orientação ao acaso de cristais. Ao topo dessas pilhas de aragonita, começam a se formar colunas de calcita cristalina orientada.
A calcita fica basicamente flutuando na solução em volta da casca, e ela se deposita nessa casca como um cristal em formação. O ovo faz sua própria casca.

O que veio primeiro, o ovo ou a galinha?

Esta questão aparece repetidamente no arquivo de perguntas, então vamos dar uma olhada.

Na natureza, as coisas vivas evoluem através de mudanças no seu DNA. Em um animal como a galinha, o DNA do espermatozóide de um macho e o de um óvulo de uma fêmea se encontram e se combinam para formar um zigoto: a primeira célula de um novo pintinho. Esta célula primordial se divide incontáveis vezes para formar todas as células do animal completo. Em qualquer animal, todas as células contêm exatamente o mesmo DNA, e esse DNA vem do zigoto.

As galinhas evoluíram a partir de outros animais, através de pequenas mudanças geradas ao se misturar o DNA do macho e o da fêmea, ou por mutações no DNA que originaram o zigoto. Tais mudanças e mutações só têm efeito no momento em que um novo zigoto é criado. Ou seja, dois animais que não eram galinhas se cruzaram e o DNA desse novo zigoto continha a mutação (ou mutações) que originou a primeira galinha verdadeira. Aquela célula zigoto se dividiu e gerou a primeira galinha verdadeira.

Antes daquele primeiro zigoto de galinha verdadeira, só havia aves que não eram galinhas. A célula zigoto é o único lugar onde as mutações no DNA poderiam gerar um novo animal, e a célula zigoto fica abrigada dentro do ovo da galinha. Então, o ovo tem que ter vindo primeiro.

SISTEMA ABO

Sistema proposto, em 1900, pelo austríaco Landsteiner, classificando o grupo sangüíneo segundo a polialelia do sistema ABO, considerando a relação entre os pares dos alelos: IA, IB e i, em quatro grupos: grupo A, grupo B, grupo AB e grupo O.

Por análise desse sistema, as hemácias humanas podem apresentar na membrana as substâncias aglutinógenos ou aglutinogênios, sintetizadas pelos alelos IA ou IB sendo: aglutinógeno A ou aglutinógeno B ou a coexistência dos dois tipos e também a substância química aglutinina contida no plasma das hemácias: Anti-A, Anti-B ou ausência dessas.

Na relação alélica existente, o alelo i é recessivo aos seus alelos IA e IB. Assim, quando em um indivíduo é encontrado homozigose do alelo recesivo i, esse pertencerá ao grupo O (genótipo ii).

Caso sejam encontrados em heterozigose os alelos IA e IB, ambos manifestam seu caráter dominante, e o indivíduo será do grupo sangüíneo AB (genótipo IA IB).

Um indivíduo pertencerá ao grupo sangüíneo A, se enquadrado em duas situações: quando em homozigose dominante IA IA, ou em heterozigose do alelo dominante IA com o recessivo i, apresentando genótipo IA i.


Da mesma forma para o grupo sangüíneo B: quando em homozigose dominante IB IB, ou em heterozigose do alelo dominante IB com o recessivo i, apresentando genótipo IB i.

O quadro abaixo, resumidamente, esquematiza as possibilidades entre os alelos para determinação do sistema ABO.

Tipo sangüíneo

Genótipo

Aglutinogêneo
(na membrana das hemácias)

Aglutinina
(no plasma das hemácias)

A

IA IA ou IA i

A

Anti-B

B

IB IB ou IB i

B

Anti-A

AB

IA IB

AB

Ausência

O

ii

Ausência

Anti-A e Anti-B

GENETICA - 2A. LEI DE MENDEL

Após o estudo detalhado de cada um dos sete pares de caracteres em ervilhas, Mendel passou a estudar dois pares de caracteres de cada vez. Para realizar estas experiências, Mendel usou ervilhas de linhagens puras com sementes amarelas e lisas e ervilhas também puras com sementes verdes e rugosas. Portanto, os cruzamentos que realizou envolveram os caracteres cor (amarela e verde) e forma (lisas e rugosas) das sementes, que já haviam sido estudados, individualmente, concluindo que o amarelo e o liso eram caracteres dominantes.

Mendel então cruzou a geração parental (P) de sementes amarelas e lisas com as ervilhas de sementes verdes e rugosas, obtendo, em F1, todos os indivíduos com sementes amarelas e lisas, como os pais dominantes. o resultado de F1 já era esperado por Mendel, uma vez que os caracteres amarelo e liso eram dominantes.
Posteriormente, realizou a autofecundação dos indivíduosF1, obtendo na geração F2 indivíduos com quatro fenótipos diferentes, incluindo duas combinações inéditas (amarelas e rugosas, verdes e lisas).
Em 556 sementes obtidas em F2, verificou-se a seguinte distribuição:

Fenótipos observados em F2

Números Obtidos

Valor Absoluto Relação
Amarelas lisas 315 315/556
Amarelas rugosas 101 101/556
Verdes lisas 108 108/556
Verdes rugosas 32 32/556
Os números obtidos aproximam-se bastante da proporção 9 : 3 : 3 : 1
Observando-se as duas características, simultaneamente, verifica-se que obedecem à 1ª Lei de Mendel. Em F2, se considerarmos cor e forma, de modo isolado, permanece a proporção de três dominantes para um recessivo. Analisando os resultados da geração F2, percebe-se que a característica cor da semente segrega-se de modo independente da característica forma da semente e vice-versa.

GENETICA - 1a. LEI DE MENDEL

O monge e cientista austríaco Gregor Mendel e suas descobertas, feitas por meio de experimentos com ervilhas, realizadas no próprio mosteiro onde vivia, foram extremamente importantes para que hoje conhecêssemos os genes e alguns dos mecanismos da hereditariedade. Suas experiências foram, também, muito significantes para a compreensão de algumas lacunas da Teoria da Evolução, proposta tempos antes.

O sucesso de seus experimentos consiste em um conjunto de fatores. Um deles foi a própria escolha do objeto de estudo: a ervilha Psim sativum: planta de fácil cultivo e ciclo de vida curto, com flores hermafroditas e que reproduzem por autofecundação, além de suas características contrastantes, sem intermediários: amarelas ou verdes; lisas ou rugosas; altas ou baixas; flores púrpuras ou brancas, dentre outras.

Além disso, o monge selecionou e fez a análise criteriosa, em separado, para cada par das sete características que identificou; considerou um número apreciável de indivíduos de várias gerações; e, para iniciar seus primeiros cruzamentos, teve o cuidado de escolher exemplares puros, observando-as por seis gerações resultantes da autofecundação, para confirmar se realmente só dariam origem a indivíduos semelhantes a ele e entre si.

Executando a fecundação cruzada da parte masculina de uma planta de semente amarela com a feminina de uma verde (geração parental, ou P), observou que os descendentes, que chamou de geração F1, eram somente de sementes amarelas. Autofecundando estes exemplares, a F2 se apresentou na proporção de 3 sementes amarelas para 1 verde (3:1).

Com esses dados, Mendel considerou as sementes verdes como recessivas e as amarelas, dominantes. Fazendo o mesmo tipo de análise para as outras características desta planta, concluiu que em todos os casos, havia a mesma proporção de 3:1.

Com esse experimento, deduziu que:

• As características hereditárias são determinadas por fatores herdados dos pais e das mães na mesma proporção;
• Tais fatores se separam na formação dos gametas;
• Indivíduos de linhagens puras possuem todos seus gametas iguais, ao passo que híbridos produzirão dois tipos distintos, também na mesma proporção.

Assim, a Primeira Lei de Mendel pode ser enunciada desta forma:

Cada caráter é determinado por um par de fatores genéticos denominados alelos. Estes, na formação dos gametas, são separados e, desta forma, pai e mãe transmitem apenas um para seu descendente.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

AULA 1o.A e 1o.C (E.M) DO CEJA

Peste Bubonica:
Peste Bubônica ou peste Negra é uma doernça causada por uma bacteria (Yersinia pestis); que é muito comum entre roedores; como ratos; esquilos; e ela pode ser tranmitida para o homem através da pulga (Xenopsylla cheopis) desse roedores.
O excesso de bactérias pode entupir o tubo digestivo da pulga, o que causa problemas em sua alimentação. Esfomeada, a pulga busca novas fontes de alimento (como cães, gatos e humanos). Após o esforço da picada, ela relaxa seu tubo digestivo e libera as bactérias na corrente sangüínea de seus hospedeiros.
A doença leva de dois a cinco dias para se estabelecer. Depois surgem seus primeiros sintomas, caracterizados por inflamação dos gânglios linfáticos e uma leve tremedeira. Segue-se então, dor de cabeça, sonolência, intolerância à luz, apatia, vertigem, dores nos membros e nas costas, febre de 40oC e delírios. O quadro pode se tornar mais grave com o surgimento da diarréia e pode matar em 60% dos casos não tratados.
Atualmente o quadro de letalidade é mínimo devido à administração de antibióticos, como a tetraciclina e a estreptomicina. Também existem vacinas específicas que podem assegurar a imunidade quando aplicadas repetidas vezes. No entanto, a maneira mais eficaz de combate à doença continua a ser a prevenção com o extermínio dos ratos urbanos e de suas pulgas.

Tifo:
O tifo é causado pela bactéria Rickettsia prowazekii, esta por sua vez é um parasita intracelular que não se reproduz fora das células hóspedes. É uma doença epidêmica transmitida pelo piolho humano do corpo.
O tifo indica também doenças infecciosas assinaladas por dores de cabeça, calafrio, febre, dor no corpo e nas articulações, manchas vermelhas que perseveram por duas ou três semanas. Está relacionada com a falta de higiene e pobreza.
Ao excretar suas fezes, o piolho libera bactérias que entram em contato com o corpo humano através de feridas. As bactérias se reproduzem no interior das células e o período de incubação é de dez a catorze dias.
Os sintomas são dores nas articulações e na cabeça, febre alta, que pode provocar delírios, e erupções cutâneas hemorrágicas.
O diagnóstico é feito através de exame laboratorial e o tratamento é realizado à base de antibióticos como as tetraciclinas.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

GRIPE SUINA

GRIPE SUINA

O que é a Gripe Suína?
Trata-se de um Vírus de gripe que atinge porcos, mas que como todo vírus de gripe, evolui a cada geração. Até então a ciência acredita que alguma mutação aconteceu dentro dos porcos e de alguma forma, se espalhado para os humanos.
Como se pega a Gripe Suína?
Normalmente no contato de humanos com porcos infectados e depois de humanos para humanos principalmente através de partículas de saliva na fala ou espirro.
É importante ressaltar que a carne suína não causa a doença, pois o calor do cozimento ou a fritura eliminam totalmente o vírus.
Quais os sintomas da Gripe Suína?
Os sintomas são: Febre, sonolência, falta de apetite, tosse, sintomas parecidos com o da gripe humana também, garganta seca, náusea, vômito e às vezes diarréia.
Os sintomas às vezes são confundidos também com os da Dengue, por isso, muitas vezes é avaliado os lugares por onde o paciente passou nos últimos dias.
Como tratar a Gripe Suína?
Algumas recomendações já foram divulgadas para tentar conter o vírus da Gripe Suína:
• Tente cobrir o nariz e a boca quando tossir ou espirrar. Jogar no lixo lenços após o uso.
• Lavar as mãos freqüentemente com água e sabão, principalmente depois de uma tosse ou espirro.
• Evite contato das mãos com os olhos, nariz, boca e rosto em geral.
• Evite contato com pessoas doentes.
• Se ficar doente, fique em casa e evite contato com outras pessoas.
Apesar de haver vacinas para porcos para este vírus, não há ainda uma para o caso dos humanos, mas há alguns medicamentos que já demonstraram resultados positivos no tratamento e prevenção da doença.
Apesar de não haver casos no Brasil ainda, é bom ficarmos ligados e tomarmos as devidas precauções.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

SISTEMA ENDOCRINO

1 – Introdução
O Sistema Endócrino e o Sistema Nervoso são os dois sistemas reguladores do organismo. O Sistema Endócrino atua através de hormônios, que são substâncias de diversas naturezas químicas produzidas pelas glândulas endócrinas, liberadas na corrente sangüínea e que atuam em órgãos-alvo especifico.
2. Principais glândulas endócrinas humanas
2.1. Hipófise: É uma glândula pequena com aproximadamente 1 cm de diâmetro, localizada na base do cérebro. Possui duas partes: o lobo anterior ou adeno-hipófise e lobo superior ou neuro-hipófise. A adeno-hipófise produz diversos hormônios, como o hormônio estimulante do crescimento, hormônio tireotrófico, hormônio adrecorticotrófico e prolactina. A neuro-hipófise não produz hormônios, apenas armazena os hormônios produzidos pelo hipotálamo e os libera quando necessário. São eles a oxitocina e o ADH.
2.1.1. Hormônio estimulante do crescimento (HEC): Atua estimulando o desenvolvimento físico durante a infância e a adolescência. Sua falta neste período provoca nanismo e o excesso provoca gigantismo. O excesso na idade adulta causa a acromegalia (crescimento anormal das extremidades ósseas). Também pode ser chamado de somatotrofina ou hormônio somototrófico (STH).
2.1.2. Hormônio tireotrófico (TSH): Estimula a tireóide a produzir seus hormônios.
2.1.3. Hormônio adrecorticotrófico (ACTH): Estimula o córtex da glândula adrenal a produzir seus hormônios.
2.1.4. Prolactina: Age sobre as glândulas mamárias, estimulando a produção de leite.
2.1.5. Oxitocina: Hormônio armazenado e liberado na neuro-hipófise, que age sob a musculatura lisa do útero, fazendo com que ela se contraia na hora do parto. Age também sobre os ductos das glândulas mamarias facilitando a ejeção do leite.
2.1.6. Hormônio anti-diurético (ADH): Hormônio armazenado e liberado na neuro-hipófise que age nos túbulos contorcidos distais dos nefróns, aumentando a permeabilidade dos mesmos à água. Desta maneira reduz a quantidade de urina, hidratando o organismo. A quantidade de ADH liberado pela hipófise depende do estado de hidratação do organismo.
2.2. Tireóide: Tem tamanho médio e tem formato parecido com de uma borboleta, uma vez que possui dois lobos ligados por um istmo. Fica localizada na parte anterior do pescoço, abaixo da laringe e a frente da traquéia. Produz os hormônios T3, T4 e Calcitonina.
2.2.1. Triiodotironina (T3) e tiroxina (T4): Ambos atuam estimulando o metabolismo. Ambos contém iodo na sua formula química, o que obrigou o governo a criar uma lei que obriga adição de iodo no sal de cozinha. A falta de iodo na alimentação gera um aumento da glândula na tentativa de produzir seus hormônios. Uma hipofunção da tireóide (hipotireóidismo) na infância leva a uma deficiência no crescimento e no desenvolvimento mental. A hipofunção da tireóide (hipotireóidismo) na idade adulta gera um quadro de apatia, sonolência, obesidade e intolerância ao frio. A hiperfunção (hipertireóidismo) na idade adulta gera inquietação, insônia, perda de peso, olhos salientes e intolerância ao calor. Tanto o hipotireóidismo quanto o hipertireóidismo podem causar bócio.
2.2.2. Calcitonina: Iimpede a reabsorção do cálcio dos ossos para o sangue.
2.3. Paratireóides: São quatro pequeninas glândulas localizadas nos ângulos posteriores da tireóide e que produzem como hormônio o paratormônio.
2.3.1. Paratormônio: Tem sua ação relacionada ao metabolismo do cálcio; age promovendo a absorção de cálcio no intestino, a reabsorção nos rins e promove as atividades osteoclásticas, ou seja, a reabsorção de cálcio dos ossos para o sangue.
2.4. Supra-renais ou adrenais: São glândulas localizadas sob os rins e que produzem inúmeros hormônios.
2.4.1. Adrenalina: Quando liberada na corrente sangüínea, a adrenalina promove um aumento dos ritmos cardíaco e respiratório;
2.5. Pâncreas: É uma glândula mista, ou seja, tem um componente endócrino e um componente exócrino.
2.5.1. Glucagon: É um hormônio hiperglicemiante, ou seja, eleva a taxa de glicose no sangue semelhante à adrenalina.
2.5.2. Insulina: Tem efeito oposto ao do glucagon, ou seja, diminui a taxa de glicose no sangue devido à sua ação sobre as células (faz com que estas absorva glicose).
2.6. Gônadas (testículos e ovário): As glândulas sexuais (ou gônadas) distribuem-se aos pares: nos homens dois testículos, localizados na bolsa escrotal, nas mulheres dois ovários, localizados na cavidade abdominal. Os testículos produzem hormônios masculinos (androgênios) cujo principal é a testosterona. Esta promove o desenvolvimento das características masculinas durante a adolescência e uma virilização: timbre de voz grave, o aparecimento dos pelos pubianos e desenvolvimento físico. Os ovários produzem os hormônios femininos: o estrogênio, responsável por uma feminização durante a adolescência: desenvolvimento das características sexuais (desenvolvimento das mamas, dos pelos axilares e pubianos, timbre de voz) e a progesterona, responsável pela preparação do útero para a gravidez.

domingo, 26 de abril de 2009

CROMOSSOMOS

O cromossomo é constituído por uma longa fita dupla de DNA. O DNA é o material que constitui os genes. O cromossomo é composto de proteínas chamadas histonas, que se arranjam em grupos de oito, e são envolvidas pela molécula de DNA. Estes grupos de oito histonas, enroladas pelo DNA são chamados de nucleossomos. Há muitos nucleossomos na molécula de DNA.

Os nucleossomos ajudam no enovelamento do cromossomo. Na intérfase, o cromossomo encontra-se totalmente descondensado, formando a cromatina. Já na metáfase ele encontra-se máximo de sua condensação.



Cromátides-irmãs

A interfase é a preparação da célula para a divisão. É um processo de intensa produção de proteínas, onde ocorre a duplicação do material genético. Os dois braços do cromossomo duplicado permanecem unidos por uma proteína chamada coesina. Estas duas fitas unidas pela coesina são chamadas de cromátides-irmãs, e irão se separar somente na anáfase.

CROMOSSOMOS - ESTRUTURA E CROMOSSOMOS HOMOLOGOS

Estrutura do cromossomo

Todo cromossomo possui um estrangulamento, através do qual são puxados pelas fibras do fuso até os pólos da célula para separação das cromátides. Este estrangulamento recebe o nome de centrômero. De acordo com a posição do centrômero, os cromossomos são divididos em:

A) Telocêntrico: O centrômero está localizado na região terminal do cromossomo.

B) Acrocêntrico: O centrômero está bem afastado do centro do cromossomo, próximo a uma das extremidades, resultando em um braço bem maior que o outro.

C) Submetacêntrico: O centrômero está um pouco afastado do meio do cromossomo.

D) Metacêntrico: O centrômero se localiza no centro do cromossomo, sendo os braços do mesmo tamanho.



Cromossomos Homólogos

A espécie humana possui 46 cromossomos, sendo 44 autossomos e 2 sexuais. Todos estes cromossomos encontram-se pareados, logo temos 22 pares de cromossomos autossomos e 1 par de cromossomos sexuais. Os representantes de cada par desses cromossomos são chamados de cromossomos homólogos.

As células que possuem os cromossomos homólogos são chamadas de células diplóides (2n), pois eles estão aos pares. Células que contém apenas 1 dos representantes são chamadas de haplóides (n) e são, normalmente, formadas por meiose para a produção de gametas.

CROMOSSOMOS - Cariótipo

Cariótipo

Cariótipo é o conjunto de cromossomos de uma célula, organizados de acordo com sua morfologia.

Homens e mulheres possuem 22 pares de cromossomos autossomos e 1 par de cromossomos sexuais. Sendo XX a representação do genótipo do cromossomo sexual feminino e XY para o masculino, podemos representar o cariótipo da seguinte forma:

Homem: 46, XY ou 22AA + XY
Mulher: 46, XX ou 22AA + XX

Quando ocorrem alterações nos cromossomos, seja em sua estrutura ou em quantidade, podem ocasionar doenças, chamadas aberrações cromossômicas, como é o caso da Síndrome de Down, síndrome de Turner e síndrome de Klinefelter.


Síndrome de Edwards

GENEALOGIA

Genealogias ou heredogramas são representações gráficas da transmissão de genes em uma família. Através delas podemos estudar diversas características transmitidas ao longo de várias gerações.

A representação dessas características é feita através de figuras que obedecem às seguintes legendas:

Exemplos de genealogias

Nessa genealogia, podemos observar que o indivíduo 8 é portador de uma característica, e os seus pais não. Em genética, indivíduos com características genéticas diferentes dos pais são recessivos, e os pais automaticamente são heterozigotos. Se os pais fossem recessivos, também estariam destacados com cor diferente. Pais recessivos só podem tem filhos recessivos, pois não têm genes dominantes para passar à descendência. Os filhos são recessivos porque os pais heterozigotos são portadores do gene recessivo.


Na genealogia da direita, podemos saber que a característica em destaque é recessiva porque o indivíduo 13 apresenta característica diferente dos pais. O casal 9 e 10 só pode ter filhos recessivos. Nos casais 1-2 e 11-12 podemos saber que os indivíduos em branco são heterozigotos, pois seus filhos são recessivos. Para casais terem filhos recessivo, sendo um dos progenitores recessivo, o outro precisa ser portador do alelo, mesmo em heterozigose.


As genealogias podem representar características que não apresentam dominância, como é o caso da textura dos cabelos, que é um caso de herança sem dominância.

Termos usados em Genética

Gene: os genes são pedaços ou segmentos de DNA e que possuem a informação para a produção de uma proteína ou um polipeptídio. O DNA está situado nos cromossomos. No cromossomo, cada gene ocupa uma posição específica que é chamada de Lócus.

Alelos: São os genes que se unem para formar uma determinada característica e se encontram no mesmo lócus nos cromossomos homólogos. Por exemplo, a característica semente amarela, em ervilhas, é codificada pelos alelos VV, se homozigota e Vv, se heterozigota. Os alelos estarão sempre aos pares nos cromossomos, pois um dos alelos é proveniente de um gameta masculino e o outro de um gameta feminino.

Genótipo: é a constituição gênica de um organismo, ou seja, o conjunto de todos os genes. Geralmente é representado através de letras para simbolizar os genes, e essas letras são utilizadas quando realizamos cruzamentos.

Fenótipo: é a interação do genótipo com o ambiente. O fenótipo são as características visíveis de um organismo, por exemplo, uma pessoa tem o gene para cabelos castanhos, mas pinta-o de loiro. O genótipo desta pessoa é para cabelos castanhos, mas seu fenótipo é loiro. O mesmo pode ocorrer para cor da pele, como uma pessoa que tem o gene para pele clara, mas gosta muito de tomar sol. Então ela tem o genótipo para pele clara, mas seu fenótipo é pele morena. O mesmo pode ocorrer para inúmeras outras características, tanto morfológicas como fisiológicas, que é o caso dos grupos sanguíneos.

Homozigoto: Um indivíduo é chamado de homozigoto, ou puro, quando os alelos que codificam uma determinada característica são iguais. Ou seja, os alelos são iguais e ele vai produzir apenas um tipo de gameta. Por exemplo, em ervilhas, a característica sementes verdes é recessiva, portanto, homozigota, pois possui o genótipo vv, e produzirá apenas gametas v. O mesmo ocorre para sementes amarelas homozigotas, VV, que produzirão gametas V.

Heterozigoto: é o indivíduo que possui os dois alelos diferentes para determinar uma característica. São também chamados de híbridos. Todos os indivíduos da geração F1 de Mendel eram heterozigotos Vv, que codificava a característica de semente amarela.

Dominante: O gene dominante é aquele que determina uma característica, mesmo quando em dose simples nos genótipo, como é o caso dos heterozigotos.

Recessivo: é o gene que só se expressa quando em dose dupla, pois na presença de um dominante, ele se torna inativo, como é o caso dos heterozigotos. Isso ocorre porque a proteína produzida pelo gene recessivo é defeituosa e às vezes não funcional. A semente da ervilha fica enrugada (rugosa) porque a produção de amido é bem menor que na espécie lisa (dominante), o que deixa ela com este aspecto. Já a proteína do gene dominante é funcional, mesmo em dose simples, como no heterozigoto.