sexta-feira, 26 de março de 2010

BRIÓFITAS & PTERIDÓFITAS

As briofitas são características de ambientes terrestre úmido, embora algumas apresentem adaptações que permitem a ocupação dos mais variados tipos de ambientes, resistindo tanto à imersão, em ambientes totalmente aquáticos, como a desidratação quando atuam como sucessores primários na colonização, por exemplo, de rochas nuas ou mesmo ao congelamento em regiões polares. Apresenta-se, entretanto sempre dependentes da água, ao menos para o deslocamento do anterozóide flagelado até a oosfera. Esta Divisão não possui representante marinha.
As pteridofitas são normalmente usadas como plantas ornamentais, sendo o emaranhado das raízes dos fetos arborescentes utilizados como substrato para o cultivo de orquídeas. O tronco da samambaiaçu é utilizado para fazer xaxim. Algumas pteridófitas são usadas como vermífugos. Tradicionalmente usadas na culinária oriental, alguns brotos de samambaia têm ação comprovadamente cancerígena.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Doenças Causadas por Protozoários

Doenças causadas por protozoários parasitas envolvem, basicamente, dois locais de parasitismo: o sangue e o tubo digestório. No entanto, a pele, o coração, os órgãso do sistema genital e os sistema linfático também costituem locais em que os parasitas podem se instalar. Essas doenças envolvem, em seu ciclo, hospedeiros, isto é, organismos vivos em que os parasitas se desenvolvem.
Caso o agente parasitário utilize dois hospedeiros para completar o seu ciclo de vida, considera-se como hospedeiro definitivo aquele local no qual o parasita se reproduz assexuadamente. Hospedeiro intermediário é aquele no qual o parasita se reproduz assexuadamente.
Quase sempre o homem atua como hospedeiro definitivo; na malária, no entando, a reprodução sexuada dos parasitas ocorre nos pernilongos que são, então, considerados hospedeiros definitivos, sendo o homem o hospedeiro intermediário.

0 - Doenças Causadas por Protozoários (Tricomoníase)


Tricomoníase é um tipo de infecção da vagina e do pênis. É uma doença sexualmente transmissível que pode ser tratada e que não causa problemas de saúde mais sérios.
Como ocorre?

Existe um microorganismo chamado Tricomonas vaginalis que causa a infecção. Parceiros sexuais que não usam preservativo, podem disseminar o microorganismo através de secreções.

Microscopia óptica do Tricomonas vaginalis.

Quais são os sintomas?
Muitas mulheres que são infectadas pelo Tricomonas não desenvolvem sintomas. Quando os sintomas surgem são principalmente corrimento abundante juntamente com um prurido (coceira) vaginal. Em outros casos a mulher pode apresentar um corrimento fluido com pouca cor e ainda um certo desconforto na micção.

A maioria dos homens não apresentam sintomas, e quando existem consiste em uma irritação na ponta do pênis.
Como é feito o diagnóstico?
O médico poderá solicitar uma amostra da secreção da vagina ou do pênis que será examinada através de um microscópico e será positivo se o examinador visualizar as formas do Tricomonas. O resultado da cultura fica disponível em 2 a 7 dias.
Como é procedido o tratamento?
A tricomoníase é tratada com metronidazol (Flagyl). Se existir possibilidade de estar grávida, comunique ao seu médico, pois este medicamento não deve ser usado durante o primeiro trimestre da gravidez.
O seu parceiro também deve ser tratado. Vocês não devem ter relação sexual até que o seu médico diga que ambos estão curados.
 Como proceder durante o tratamento?
Não tome bebida alcóolica durante, pois isso pode gerar náuseas e vômitos intensos, devido a interação com o medicamento.
 O que pode ser feito para prevenir a tricomoníase?
Se mantém vida sexual ativa, use camisinha (masculina ou feminina) pois esta a única proteção contra a tricomoníase.

I - Doenças Causadas por Protozoários (Giardíase)

A giardíase é uma parasitose intestinal mais frequente em crianças do que em adultos e que tem como agente etiológico a Giardia lamblia. Este protozoário flagelado tem incidência mais alta em climas temperados. Ao gênero Giardia pertence o primeiro protozoário intestinal humano a ser conhecido. Sua descrição e atribuída a Leeuwenhoek que notou 'animais minúsculos móveis' em suas próprias fezes.
Sintomas 
A giardíase se manifesta por azia e náusea que diminuem de intensidade quando ocorre ingestão de alimentos, ocorrem cólicas seguidas de diarréia, perda de apetite, irritabilidade. Raramente observa-se muco ou sangue nas fezes do indivíduo com giardíase que no entanto possuem odor fétido, são do tipo explosiva e acompanhadas de gases. Em alguns casos o estado agudo da doença pode durar meses levando à má absorção de várias substâncias inclusive vitaminas como as lipossolúveis, por exemplo.
 Contaminação
Ocorre quando os cistos maduros são ingeridos pelo indivíduo. Os cistos podem ser encontrados na água (mesmo que clorada), alimentos contaminados e em alguns casos a transmissão pode se dar por meio de mãos contaminadas. 
Profilaxia
Basicamente, para se evitar a giardíase deve-se tomar as mesmas medidas profiláticas usadas contra a amebíase, já que as formas de contaminação são praticamente as mesmas. Portanto deve-se: 
  • Só ingerir alimentos bem lavados e/ou cozidos; 
  • Lavar as mãos antes das refeições e após o uso de sanitários; 
  • Construção de fossas e redes de esgotos; 
  • Só beber água filtrada e/ou fervida;
  • Tratar as pessoas doentes.

II - Doenças Causadas por Protozoários (Doença de Chagas)

É uma doença infecciosa causada por um protozoário parasita chamado Trypanosoma cruzi, nome dado por seu descobridor, o cientista brasileiro Carlos Chagas, em homenagem a outro cientista, também, brasileiro, Oswaldo Cruz.
  
 
Como se adquire?
Através da entrada do Trypanosoma no sangue dos humanos a partir do ferimento da “picada” por triatomas, os populares barbeiros ou chupões, como são conhecidos no interior do Brasil.
Estes triatomas, ou barbeiros, alimentam-se de sangue e contaminam-se com o parasita quando sugam sangue de animais mamíferos infectados, que são os reservatórios naturais (bovinos, por exemplo) ou mesmo outros humanos contaminados. Uma vez no tubo digestivo do barbeiro, o parasita é eliminado nas fezes junto ao ponto da “picada”, quando sugam o sangue dos humanos que por aí infectam-se.
Outras formas de contato ocorre na vida intra-uterina por meio de gestantes contaminadas, de transfusões sanguíneas ou acidentes com instrumentos de punção em laboratórios por profissionais da saúde, estas duas últimas bem mais raras.
 
Ciclo da Doença de Chagas.

O que se sente?
A doença possui uma fase aguda e outra crônica. No local da picada pelo “vetor” (agente que transmite a doença, no caso, o barbeiro), a área torna-se vermelha e endurecida, constituindo o chamado chagoma, nome dado à lesão causada pela entrada do Trypanosoma. Quando esta lesão ocorre próxima aos olhos, leva o nome de sinal de Romaña. O chagoma acompanha-se em geral de íngua próxima à região.
Após um período de incubação (período sem sintomas) variável, mas de não menos que uma semana, ocorre febre, ínguas por todo o corpo, inchaço do fígado e do baço e um vermelhidão no corpo semelhante a uma alergia e que dura pouco tempo. Nesta fase, nos casos mais graves, pode ocorrer inflamação do coração com alterações do eletrocardiograma e número de batimentos por minuto aumentado. Ainda nos casos mais graves, pode ocorrer sintomas de inflamação das camadas de proteção do cérebro (meningite) e inflamação do cérebro (encefalite). Os casos fatais são raros, mas, quando ocorrem, são nesta fase em decorrência da inflamação do coração ou do cérebro. Mesmo sem tratamento, a doença fica mais branda e os sintomas desaparecem após algumas semanas ou meses. A pessoa contaminada pode permanecer muitos anos ou mesmo o resto da vida sem sintomas, aparecendo que está contaminada apenas em testes de laboratório. A detecção do parasita no sangue, ao contrário da fase aguda, torna-se agora bem mais difícil, embora a presença de anticorpos contra o parasita ainda continue elevada, denotando infecção em atividade.
Na fase crônica da doença, as manifestações são de doença do músculo do coração, ou seja, batimentos cardíacos descompassados (arritmias), perda da capacidade de “bombeamento” do coração, progressivamente, até causar desmaios, podendo evoluir para arritmias cardíacas fatais. O coração pode aumentar bastante, tornando inviável seu funcionamento. Outras manifestações desta fase podem ser o aumento do esôfago e do intestino grosso, causando dificuldades de deglutição, engasgos e pneumonias por aspiração e constipação crônica e dor abdominal.
Mais recentemente, a associação de doença de Chagas com AIDS ou outros estados de imunossupressão tem mostrado formas de reagudização grave que se desconhecia até então, como o desenvolvimento de quadros neurológicos relacionados à inflamação das camadas que revestem o cérebro (meningite).

III - Doenças Causadas por Protozoários - AMEBIASE

 Existem várias espécies de amebas que podem ser encontradas no Homem e entre elas a Entamoeba histolytica e a Entamoeba coli. A única espécie patogênica, em determinadas condições, é a E. histolytica embora em um grande número de casos viva como comensal no intestino grosso.
A E. histolytica tem ampla distribuição geográfica, sendo encontrada praticamente em todos os países do mundo. Aflinge, de um modo geral, 10% da população mundial. 
Os sintomas mais comuns da amebíase são: disenteria aguda com muco e sangue nas fezes; náuseas; vômitos e cólicas intestinais. Em certos indivíduos no entanto, pode ser assintomática. Existem casos em que a ameba pode passar a parasitar outras regiões do organismo causando lesões no fígado, pulmões e mais raramente no cérebro.
CONTAMINAÇÃO :
É direta, não envolvendo um vetor. Ocorre pela ingestão de cistos, forma de resistência dos protozoários, adquirida como maneira de proteger-se de condições desfavoráveis do ambiente) juntamente com água e alimentos contaminados.
Passam pelo estômago, resistindo à ação do suco gástrico, chegam ao intestino delgado, onde ocorre o desencistamento, de onde migram para o intestino grosso onde se colonizam. Em geral ficam aderidos à mucosa do intestino, alimentando-se de detritos e bactérias. Em determinadas condições, invadem a mucosa intestinal, dividindo-se ativamente no interior das úlceras e podem, através da circulação porta, atingir outros órgãos. A liberação de sangue juntamente com as fezes é conseqüente da ruptura de vasos sangüíneos da mucosa intestinal. 

IV - Doenças Causadas por Protozoários (MALARIA)

Malária ou paludismo, entre outras designações, é uma doença infecciosa aguda ou crônica causada por protozoários parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada do mosquito Anopheles.
A malária mata 3 milhões de pessoas por ano, uma taxa só comparável à da SIDA/AIDS, e afeta mais de 500 milhões de pessoas todos os anos. É a principal parasitose tropical e uma das mais frequentes causas de morte em crianças nesses países: (mata um milhão de crianças com menos de 5 anos a cada ano). Segundo a OMS, a malária mata uma criança africana a cada 30 segundos, e muitas crianças que sobrevivem a casos severos sofrem danos cerebrais graves e têm dificuldades de aprendizagem.

Mosquito do gênero Anopheles.
A malária é transmitida pela picada das fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles. A transmissão geralmente ocorre em regiões rurais e semi-rurais, mas pode ocorrer em áreas urbanas, principalmente em periferias. Em cidades situadas em locais cuja altitude seja superior a 1500 metros, no entanto, o risco de aquisição de malária é pequeno. Os mosquitos têm maior atividade durante o período da noite, do crepúsculo ao amanhecer. Contaminam-se ao picar os portadores da doença, tornando-se o principal vetor de transmissão desta para outras pessoas. O risco maior de aquisição de malária é no interior das habitações, embora a transmissão também possa ocorrer ao ar livre.
 O mosquito da malária só sobrevive em áreas que apresentem médias das temperaturas mínimas superiores a 15°C, e só atinge número suficiente de indivíduos para a transmissão da doença em regiões onde as temperaturas médias sejam cerca de 20-30°C, e umidade alta. Só os mosquitos fêmeas picam o homem e alimentam-se de sangue. Os machos vivem de seivas de plantas. As larvas se desenvolvem em águas paradas, e a prevalência máxima ocorre durante as estações com chuva abundante.

ECOSSISTEMA

Ecossistema, ou sistema ecológico, é uma unidade de organização biológica constituída por todos os organismos de uma certa área e pelo ambiente em que esses organismos vivem.
Caracteriza-se por interações entre os componentes vivos (bióticos) e os não vivos (abióticos). Essas interações resultam num fluxo de energia do Sol, através dos autótrofos, para os heterótrofos, e numa ciclagem de minerais e de outros materiais inorgânicos.
Dentro de um ecossistema existem níveis tróficos (de tomada de alimento). Todos os ecossistemas possuem pelo menos dois níveis tróficos: os autótrofos, que são plantas ou algas fotossintetizantes, e os herbívoros, que geralmente são animais. Os autótrofos, produtores primários do ecossistema, convertem uma pequena proporção (acima de 1 por cento) da energia do Sol recebida em energia química. Os herbívoros, que comem os autótrofos, são os consumidores primários. Um carnívoro que come um herbívoro é um consumidor secundário, e assim por diante. Cerca de 10 por cento da energia transferida a cada nível trófico são armazenados nos tecidos corporais. Raramente há mais do que cinco elos em uma cadeia alimentar.

CONCEITOS IMPORTANTES EM ECOLOGIA

HABITAT - é o lugar específico onde uma espécie pode ser encontrada, isto é, o seu "ENDEREÇO" dentro do ecossistema.
Exemplo: Uma planta pode ser o habitat de um inseto, o leão pode ser encontrado nas savanas africanas, etc.
NICHO ECOLÓGICO - é o papel que o organismo desempenha no ecossistema, isto é, a "PROFISSÃO" do organismo no ecossistema. 0 nicho informa às custas de que se alimenta, a quem serve de alimento, como se reproduz, etc.
Exemplo: a fêmea do Anopheles (transmite malária) é um inseto hematófago ( se alimenta de sangue), o leão atua como predador devorando grandes herbívoros, como zebras e antílopes.
ECÓTONO - é a região de transição entre duas comunidades ou entre dois ecossistemas.
Na área de transição (ecótono) vamos encontrar grande número de espécies e, por conseguinte, grande número de nichos ecológicos.
No ecótono vivem espécies das comunidades limítrofes, além de espécies peculiares da região.

BIOSFERA: A biosfera é a parte da Terra na qual existem organismos vivos. Ela é uma fina película na superfície do planeta, irregular em espessura e em densidade. A atmosfera terrestre é um manto de gás e de pó, mantido perto da superfície pela gravidade. A atmosfera filtra os danosos raios ultravioleta do Sol e impede a perda de calor da superfície da Terra. A biosfera é afetada pela posição e pelos movimentos da Terra em relação ao Sol e pelos movimentos do ar e da água. Essas condições causam grandes diferenças de temperatura e pluviosidade de lugar para lugar e de estação para estação. Tais disparidades se refletem em diferenças nos tipos de vida animal e vegetal.

Termos Ecológicos

A partir do protoplasma (matéria viva), forma-se a célula, daí os tecidos, que constituem os órgãos que se agrupam em sistemas que formam os organismos, espécies, etc.
Podemos organizar os termos ecológicos, a partir de espécies, nos seguintes níveis: 
ESPÉCIE - é o conjunto de indivíduos semelhantes (estruturalmente, funcionalmente e bioquimicamente) que se reproduzem naturalmente, originando descendentes férteis.
Ex.: Homo sapiens, ...
POPULAÇÃO - é o conjunto de indivíduos de mesma espécie que vivem numa mesma área e num determinado período.
Ex.: população de ratos em um bueiro, em um determinado dia; população de bactérias causando amigdalite por 10 dias, 10 mil pessoas vivendo numa cidade em 1996, etc.
COMUNIDADE OU BIOCENOSE - é o conjunto de populações de diversas espécies que habita uma mesma região num determinado período.
Ex.: seres de uma floresta, de um rio, de um lago de um brejo, dos campos, dos oceanos, etc. ECOSSISTEMA OU SISTEMA ECOLÓGICO - é o conjunto formado pelo meio ambiente físico ou seja, o BIÓTOPO (formado por fatores abióticos - sem vida - como: solo, água, ar) mais a comunidade (formada por componentes bióticos - seres vivos) que com o meio se relaciona. É a unidade fundamental da Ecologia.
Ecossistema =
Biótopo + Biocenose
Relacionam-se
 
..Ex: uma floresta, a faixa superficial ou profunda do mar, o fundo de uma lagoa, um aquário, uma poça d'água formada. Em cada exemplo, formam um ecossistema os seres vivos mais o ambiente dado.
BIOSFERA - é o conjunto de todos os ecossistemas, ou ainda, é toda a área habitada por vida na Terra.

ECOLOGIA

A palavra "ecologia" deriva do grego oikos, como sentido de "casa", e logos, que significa "estudo". Assim, o estudo do "ambiente da casa" inclui todos os organismos contidos nela e todos os processos funcionais que a tornam habitável. Literalmente, enfim, a ecologia é o estudo do "lugar onde se vive", com ênfase sobre "a totalidade ou padrão de relações entre os organismos e o seu ambiente", citando uma das definições do Webter's Unabridged Dictionary.
A palavra "economia" também deriva da raiz grega oikos. Já que nomia significa "manejo, gerenciamento", a economia traduz-se como "o mando da casa"; conseqüentemente, a ecologia e a economia deveriam ser disciplinas companheiras, infelizmente, o ponto de vista de muitas pessoas é que os ecólogos e os economistas são adversários com visões antitéticas.

terça-feira, 23 de março de 2010

Homosexualidade

Muitas pessoas pensam que já se aceitam como homossexuais, mas quando testados na prática, reagem de forma contrária, por que isso acontece?
Na verdade existe um comportamento muito preconceituoso a respeito da Homossexualidade.
Muitos homens, mesmo tendo desejos homossexuais não aceitam tal pensamento, sendo comum estes tipos de conflitos irem parar no consultório para tratamento.
A nossa cultura sempre perseguiu muito o homossexual, criando tabus, tratando o desejo homossexual como doença e trazendo preconceitos enormes e conflitos exagerados nas pessoas.
O que temos que entender de uma vez por todas é que homossexual não é doente e não existe tratamento para desejos deste tipo.
Tanto que hoje em dia, o psicólogo que atender um homossexual em seu consultório para tratar deste comportamento como um tipo de doença está definitivamente caçado pelo Conselho Regional!
A homosexualidade não é doença, não existe tratamento e o psicólogo que
estiver nestes parâmetros, está enganando o seu paciente e trazendo problemas sociais e tratando do outro com atitudes preconceituosas.

Até que ponto o sexo virtual pode ser fonte de prazer?

Segundo a sexóloga e psicoterapeuta Carmen Janssen, autora do livro Massagem Sensual para Casais Enamorados, não há nada de errado com isso. O contato virtual pode, inclusive, ajudar as pessoas a serem mais articuladas para o sexo e no contato pessoal, já que pela Internet é preciso falar muito mais.

O médico psiquiatra Leonard Verea acredita que tanto o sexo virtual e até mesmo os sites de relacionamento são alternativas utilizadas pelas pessoas para suprir a solidão. "Hoje em dia, o mundo e a correria do cotidiano, diferentemente da época dos nossos pais, favorece a solidão. As pessoas não estão treinadas a socializar", diz o psiquiatra. "O medo do desconhecido, da rejeição e de encarar as próprias dificuldades faz com que as pessoas busquem o mundo virtual", acrescenta Verea.

Na opinião do curitibano D.A, 20 anos, que busca parceiras para o sexo virtual em salas de bate-papo, mas preferiu não ter o nome identificado, tanto os homens quanto as mulheres procuram o sexo na Web por diversão e curiosidade ou mesmo porque enfrentam problemas na vida sexual.

"Muitas mulheres com quem conversei entram nas salas por não conseguirem realização total com os parceiros, por medo ou vergonha de pedir algo", conta D.A.

A sexóloga Carmen Janssen concorda que a Internet facilita quem tem timidez no sexo. "A internet facilita o contato. No anonimato, as pessoas podem deixar de transparecer suas emoções ou extravasá-las", declara.

Entretanto, Verea alerta sobre os riscos que a prática excessiva pode causar. "Não existe problemas com o sexo virtual desde que haja limites. Casais podem ver as salas de bate-papo como uma maneira de renovar as fantasias. Os solteiros podem até mesmo transformar os relacionamentos virtuais em reais, o que não vale é a dependência da Internet e o esquecimento da realidade exterior", acrescenta.

"A relação sexual por meio do computador pode ser prejudicial quando a pessoa passa a se relacionar somente pela Internet", diz Carmen Janssen. "Não é saudável quando ela começa a perder o contato humano das relações interpessoais, o olho no olho, o toque, a voz, podendo vir a ter dificuldades nos relacionamentos pessoais", conclui a sexóloga.

domingo, 21 de março de 2010

Orgasmo pode depender de genes

Afirmam cientistas do Saint Thomas Hospital, em Londres.

Pesquisa publicada na revista inglesa da Royal Society avaliou mais de 4 mil gêmeas com idades entre 19 e 83 anos.

A equipe do cientista Tim Spector realizou testes de DNA nas gêmeas (metade idênticas, metade não). Os gêmeos idênticos compartilham o mesmo DNA, ao contrário dos não-idênticos. Essas mulheres também preencheram questionários (anônimos) sobre sua vida sexual.

Um terço das mulheres declarou nunca ou quase nunca atingir um orgasmo, enquanto mais de um décimo afirmou sempre atingir um orgasmo durante a penetração. 34% das avaliadas consegue atingir o clímax com a masturbação.

Sabe-se que apenas 2% dos homens não conseguem atingir o orgasmo durante a penetração.

De modo geral, a pesquisa concluiu que a freqüência de orgasmo era maior entre  gêmeas idênticas, o que levou os pesquisadores a suspeitarem do componente genético para o orgasmo. "Há uma influência biológica que não pode apenas ser atribuída à criação, religião ou raça", afirma Spector. O pesquisador crê que a capacidade para o orgasmo pode ser explicada pela evolução.

Uma teoria sustenta que o orgasmo promove fertilidade. Estudos anteriores mostram que mulheres têm mais facilidade em atingir o clímax durante o período fértil.

Outra teoria sugere que o orgasmo seja uma ferramenta para selecionar homens: se um homem é forte ou esperto o suficiente, ele é mais aceito como um parceiro de longo prazo.

Serão necessários anos para se identificar os genes envolvidos no processo do orgasmo. Espera-se que a pesquisa ajude a desenvolver  tratamentos para dificuldade de orgasmo.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Falta de desejo nas mulheres tem solução(Part1)

Elas não têm botão de liga e desliga. Na hora do prazer na cama, a combinação de alguns detalhes faz toda a diferença. No pacote pró-sexo, entram autoestima elevada, mente tranquila e bom conhecimento do próprio corpo. Sem contar uma enxurrada de hormônios e de outras substâncias químicas — além, é claro, de um parceiro dedicado, que esteja disposto a estimular pontos estratégicos.
Em outras palavras, vários fatores, psicológicos e orgânicos, servem de combustível para acender a vontade de transar na mulher. Os hormônios femininos, como o estrogênio, e os masculinos, como a testosterona, têm um papel preponderante para que isso ocorra. Sim, as mulheres também produzem testosterona nos ovários e nas glândulas suprarrenais. Quando seus níveis se encontram muito baixos, costumam acontecer alterações na libido.
Assim, não é tarefa simples indicar um tratamento quando essa intrincada rede por trás da vontade feminina enfrenta temperaturas siberianas. Tratase do que os especialistas chamam de desejo hipoativo, um problema mais comum do que se imagina. Só para ter uma ideia, uma pesquisa realizada com 749 mulheres na Universidade de Chicago nos Estados Unidos, revela que o desinteresse sexual acometia 33,2% das entrevistadas e a dificuldade de lubrificação, 21,5%. Felizmente, os cientistas estão próximos de soluções para que o termômetro do sexo volte a sinalizar somente tempo quente em quem passa por esse tipo de problema.
Uma das novidades é o flibanserin, droga desenvolvida pelo laboratório alemão Boehringer. Ela poderá ser a primeira pílula capaz de estimular o apetite sexual feminino. Sem previsão de lançamento, a Boehringer não tem ainda resultados definitivos sobre a molécula. Ela modula a disponibilidade de serotonina. Essa modulação do neurotransmissor encarregado de promover bem-estar leva a um aumento de dopamina, substância fundamental para instigar o interesse em transar.
Diferentemente das pílulas masculinas que agem quase na mesma hora, o flibanserin levaria de seis a oito semanas para produzir efeitos. A droga começou a ser estudada pelos cientistas alemães nos anos 1990 com a promessa de ser um antidepressivo para fazer face à fluoxetina e similares. E, para surpresa geral, o flibanserin mandou as mulheres para a cama — para uma boa transa, bem entendido.

Falta de desejo nas mulheres tem solução (Part2)

A depressão, vale ressaltar, está por trás de 40% dos casos de libido abaixo de zero, segundo uma pesquisa do Hospital das Clínicas de São Paulo. As oscilações do estrogênio durante o ciclo menstrual têm participação nessa gangorra do humor. E algumas integrantes da ala feminina são mais sensíveis à queda de suas taxas após a ovulação. Esse fenômeno derruba a concentração de serotonina. Aí, bate aquela tristeza e a atração pelo parceiro torna-se uma lembrança do passado. A fase crítica vem à tona na menopausa, quando os ovários encerram de vez a fabricação de estrogênio. Então, a depressão geralmente dá as caras e arrasa com a libido.
O chato é que a maioria das drogas contra esse problema da alma atua no sistema límbico, região do cérebro onde moram as emoções, afetando a vida sexual da paciente. A boa notícia é a desvenlafaxina, um antidepressivo recém-lançado no Brasil pelo laboratório Wyeth. Ao contrário de muitos remédios da mesma classe, ele trata a depressão sem afetar o desejo. Isso porque regula os neurotransmissores serotonina e noradrenalina de forma mais natural, sem interferir no impulso de ter relações.
Outra consequência da queda vertiginosa do estrogênio é o ressecamento vaginal. Além de provocar dores na hora da penetração, a falta de lubrificação — até por causa disso — congela o ânimo em relação ao sexo. O estrogênio também é importante para a produção de óxido nítrico, que dilata os vasos, melhorando a irrigação sanguínea nos órgãos genitais e proporcionando prazer. Ainda bem que, para esses casos, já existem géis à base do tal óxido, capazes de incrementar a excitação e, ainda por cima, preservar a umidade natural da vagina. Sem contar adesivos de testosterona, que devem ser usados somente com prescrição médica.
Por fim, os dilemas psicológicos muitas vezes interferem à beça na disposição para a transa. Diante de estresse, ansiedade e baixa autoestima, o desejo sai de cena. Aqui, a psicoterapia comportamental pode ser a saída. Ela incentiva a pessoa a conhecer o próprio corpo e a refletir sobre seus conflitos e inseguranças. Ninguém está condenado a uma vida sexual morna. Se o fogo apagou, o primeiro passo é procurar um ginecologista para checar se está tudo ok com a saúde física. Talvez seja o caso de mudar o contraceptivo. Uma coisa é certa: os recursos disponíveis hoje reaquecem o clima debaixo do edredom.

Chega de calor na menopausa

Ajuda extra para as mulheres que estão passando por essa fase: o ruibarbo pode aliviar os típicos fogachos. A planta foi testada em 109 voluntárias no Centro de Pesquisa em Saúde, em Berlim, na Alemanha. Durante 12 semanas, 54 delas receberam uma dose diária de um extrato feito com a raiz, enquanto outras 55 tomaram placebo. No primeiro grupo o número e a intensidade das ondas de calor diminuíram muito em relação ao segundo. Outros experimentos, porém, ainda são necessários para garantir a segurança e a eficácia desse novo fitoterápico.

domingo, 7 de março de 2010

Vamos nos livrar da gripe? (parte 1)

Ele habitava a face da Terra muito antes dos primeiros hominídeos. Como um Davi às avessas, pode ter contribuído para dizimar os dinossauros. E, de tempos em tempos, logo após uma transformação ou outra, assusta e gripa uma boa parcela da população. A versão da vez atende pelo nome de vírus A (H1N1), já infectou milhares no planeta e semeou o temor de uma pandemia.

Enquanto as autoridades e os médicos tomam providências para conter o avanço da doença apelidada de gripe suína, os cientistas não medem esforços para descobrir meios de derrotar todas as facetas do influenza, o micro-organismo camaleônico que causa febre e até mortes. Mas a pergunta que não quer calar é: vamos um dia ficar livres para sempre do intruso?

“Esse vírus é muito instável e trafega entre diversas espécies animais. Por isso, sempre está sujeito a mutações que o tornam irreconhecível ao corpo humano”, explica o virologista Edison Durigon, da Universidade de São Paulo. O desafio é encontrar um jeito de construir uma muralha dentro do organismo. Nessa busca, pesquisadores americanos, por exemplo, quebram a cabeça para viabilizar uma vacina universal, capaz de barrar o mutante a despeito dos seus disfarces.

Mas a principal estratégia, defendem os especialistas, é jamais tirar os olhos do baderneiro microscópico. Em outras palavras, sustentar uma rede de vigilância planetária que não cochila. “Não adianta ter os laboratórios mais capacitados do mundo se esse controle é inadequado”, diz a virologista Terezinha Maria de Paiva, do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Em entrevista exclusiva, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, concorda e acrescenta: “Quando surge um vírus novo, nenhum epidemiologista pode dar chute”, opina. “Ouvi gente dizendo que a infecção pelo A (H1N1) seria igual à de 1918, que começou devagar e, depois, matou milhões. Outros apostaram em voz alta que essa gripe iria desaparecer. Puro chute. Quem acertou? Ora, cientistas sabem muito bem que só depois de seis a oito meses é que alguém terá bases mínimas para responder a essa e a outras perguntas, como: será que o vírus mudará e que todos os esforços para uma vacina foram em vão? Será que ficará mais forte? Será que ficará mais fraco?”, diz.

O influenza é uma velha ameaça à humanidade. E não estamos falando somente dos grandes surtos capazes de matar milhões de pessoas, como na gripe espanhola do início do século 20. O próprio vírus da gripe comum — ou sazonal, como preferem os médicos — também troca de roupa frequentemente para se esquivar do nosso sistema imune. Daí por que a vacina é renovada anualmente. Por mais que o microorganismo ainda consiga encontrar brechas para atacar, o imunizante é o jeito mais seguro de prevenir estragos — sobretudo aos organismos mais frágeis. Por isso, é recomendado a crianças, idosos e indivíduos de risco, como portadores de câncer ou HIV.

Vamos nos livrar da gripe? (parte 2)

“A gripe comum, em si, possui uma baixa letalidade, cerca de 0,5%”, calcula o infectologista Stefan Ujuari, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Ainda assim, estima-se que esteja por trás de 500 mil mortes ao ano em todo o mundo. O perigo, porém, dobra de tamanho quando um influenza que antes só vivia em outras espécies, como aves e porcos, consegue se recombinar e migrar para o corpo humano. Nesse caso, o organismo pena para se defender e a repercussão da invasão é bem mais intensa.

A solução perfeita para coibir esse bando de micro-organismos seria encontrar dentro do seu material genético algo que nunca ou pouco se altera, como uma proteína. A estratégia, então, seria se valer desse achado para formular uma vacina universal, válida para todo o planeta. Essa é uma ideia fixa para cientistas da Universidade Saint Louis, nos Estados Unidos, cuja pesquisa atrai investimentos de diversos laboratórios. “Mas o trabalho deles ainda é algo para o futuro”, pondera o geriatra João Toniolo Neto, da Universidade Federal de São Paulo. Por ora, não se sabe se ela daria cabo de toda sorte de influenza, principalmente os que estão por vir.

Para aprimorar a frente de batalha, pesquisadores não perdem tempo em aperfeiçoar a versão de vacina disponível para o influenza sazonal, aquele típico das estações mais frias. “A meta é enriquecê-la com substâncias capazes de potencializar sua ação”, esclarece Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações. No entanto, quando há um novo vírus no ar, a tática para inibir uma possível pandemia seria elaborar vacinas específicas. O Instituto Butantan, em São Paulo, pretende fabricar um imunizante contra a gripe suína, por exemplo. “Aguardamos amostras do vírus da OMS para dar início à produção”, conta a pesquisadora Cosue Miyaki. O fato é que novas vacinas só obtêm êxito se os serviços de vigilância epidemiológica ao redor do mundo não dormem no ponto. “É um trabalho silencioso ao longo do ano inteiro”, diz Terezinha de Paiva.

“Será muito difícil erradicar o influenza”, afirma a infectologista Nancy Bellei, da Universidade Federal de São Paulo. Por isso, não dá para baixar a guarda — tanto a curto como a longo prazo. “Uma grande mutação pode levar anos para acontecer”, esclarece a infectologista Tânia Chaves, do Hospital das Clínicas de São Paulo. O malfeitor é bem-sucedido na medida em que usa células de diversos hospedeiros para se multiplicar e se rearranjar com seus familiares, dando origem a estirpes mais terríveis. “O medo é uma recombinação entre o A (H1N1) da gripe suína com o agente por trás da aviária, o A (H5N1), que é mais letal”, diz o professor Durigon.

Com os avanços da medicina, porém, é improvável que enfrentemos um dia uma catástrofe como a gripe espanhola. A vigilância e as novas vacinas afastam esse risco. E até nós mesmos podemos prestar uma pequena contribuição, ao evitar tomar remédios para a doença sem orientação de um médico. “A automedicação só pode tornar os vírus mais resistentes”, alerta Isaías Raw, diretor- presidente do Instituto Butantan. Ninguém quer dar um empurrãozinho a um inimigo que já causa tanta dor de cabeça — e no corpo inteiro.

O ESTRAGO DOS ANABOLIZANTES

NAS MULHERES
Irregularidade na menstruação, alargamento das cordas vocais, o que deixa a voz mais grave, aparecimento de muitos pelos, atrofia das mamas e hipertrofia do clitóris.

NOS HOMENS
Aumento das mamas, atrofia dos testículos, comprometendo a produção de espermatozoides, hipertrofia da próstata, o que pode provocar câncer nessa glândula, e impotência.

EM AMBOS OS SEXOS Aumento da agressividade, flutuação de humor, depressão, paranoia, aumento do LDL, o colesterol ruim, e redução do HDL, o colesterol bom, hipertensão, acne, dores de cabeça, queda de cabelo, infarto, tumores no fígado e até mesmo risco de morte súbita.