sábado, 21 de abril de 2012

Desejo sexual na gravidez


Cansaço, náuseas, sonolência, mudança hormonal e fatores psicológicos como medos e inseguranças, podem fazer com que a mulher perca o desejo sexual durante a gestação.
Segundo a psicóloga Renata Figueiredo, no decorrer do primeiro trimestre de gestação há, frequentemente, uma diminuição da libido, que tende a melhorar após esse período de adaptação.
“Passado os sintomas desagradáveis do inicio da gestação há uma sensação de bem-estar geral e a realização como mulher através do desejo de ser mãe”, aponta a psicóloga.
Renata enfatiza que a libido da futura mãe é ainda mais intensa durante a gravidez, “devido à elevação na taxa de estrógeno neste período, bem como da melhor irrigação sanguínea dos órgãos genitais e dos seios”.
O desejo do homem também muda
Para o homem, as mudanças no desempenho sexual também são comuns. É possível que, no primeiro trimestre, ele sinta mais desejo do que nunca. “Para muitos homens, o fato de engravidar uma mulher representa a confirmação de sua própria masculinidade”, garante a psicóloga.
No entanto, há aqueles que tem dificuldades em encarar a nova mamãe como mulher, como sua parceira na cama. “O homem passa a confundir maternidade com santidade, excluindo a sexualidade da vida do casal”, aponta o psicólogo e psicanalista Rodrigo Penhalver.
A estética da companheira também pode influenciar na libido.  “A maioria tende a gostar das novas curvas da mulher, mas muitos também consideram os seios vazando nada excitantes,” afirma Renata.
Importância do sexo
A falta de sexo pode trazer prejuízo para o relacionamento afetivo dos futuros pais, frente às adversidades desse período.
“A relação sexual contribui para o bem-estar do casal, caso contrário podem surgir conflitos”, alerta o psicanalista. O homem pode interpretar essa falta de interesse como sinal de rejeição. Para isso, a comunicação e demonstração de carinho são essenciais.
“Muitos homens se sentem enciumados ou abandonados com a gravidez, e pode piorar se existir uma menor atividade sexual”, diz Rodrigo. Essa sensação de exclusão ainda pode permanecer com a chegada do filho, quando a mãe irá dispensar maior tempo e atenção ao bebê.
Como manter o desejo no período gestacional
Durante a gestação, principalmente nos últimos meses, algumas posições podem se tornar desconfortáveis. Portanto, existe a necessidade de reinventar o sexo entre o casal, transformando este momento em um verdadeiro ato de amor e intimidade.
“O que muita gente se esquece é que o desejo é algo que precisa ser constantemente reativado, independente de condições e da idade”, garante Renata.
Segundo a psicóloga, é preciso observar os toques e ritmos e prestar atenção ao que dá prazer para cada um.
A dica é experimentar outras posições e investir tempo e criatividade nas preliminares. Além disso, sedução, carinho, luz de velas, massagens, óleos aromáticos e a doçura de palavras de amor ao pé do ouvido também podem se tornar grandes aliados.

Benefícios da amamentação para a saúde da mulher


A grande importâcia da amamentação para a saúde do bebê é um assunto indiscutível na atualidade, devido a grande gama de estudos científicos na área que comprovam este fato. Entretanto, algo menos explorado são os benefícios da amamentação para as mães, que na atualidade vêm conquistando grande importâcia no incentivo desta prática neste grupo.
Aguns dos benefícios são:
• Retorna ao peso pré-gestacional mais precocemente, pois para amamentar o bebê é necessário uma quantia adicional de 500 a 640Kcal/dia.
• Redução do risco de depressão pós-parto.
• Menor sangramento uterino pós-parto, conseqüentemente menor risco de anemia.
• Involução uterina mais rápida, ou seja, orgão recupera seu tamanho original mais rapidamente.
• Maior proximidade entre mãe e filho.
• Evolução física pós-parto mais rápida.
• Menor incidência de doenças como câncer de mama, certos cânceres do epitélio ovariano.
• Maior espaço intergestacional (entre gestações).
• Economia, já que as fórmulas para bebês são de alto custo.

Apesar de todas estas vantagens, muitas mães abandonam a prática por desnhecimentos dos benefícios. A maior parte optam pelo desmame precoce por acreditarem erroneamente que seu leite seje fraco ou pouco; por falta de experiencia; inadequação entre as suas necessidades e as do bebê; interferências externas entre outros motivos.
Por isto existe a grande importância em conhecer-se os benefícios do aleitamento para a saúde da mãe, para poder ser mostrado à população que o aleitamento não é só uma fonte de nutrição e bem estar para o bebê, mas também um importante “remédio” natural para a saúde da mãe, onde o prazer de amamentar une-se com a satisfação de uma vida saudável sem riscos no pós-parto e no puerpério.

Memória turbinada


Estudar matemática todos os dias durante duas semanas garante a absorção do conteúdo? Geralmente, professores não indicam o estudo intensivo, acreditando que o melhor caminho para absorver conhecimento é a compreensão moderada ao longo do semestre. Agora, um estudo coordenado pelo neurocientista suiço Eric Kandel, da Universidade Colúmbia, não demonstra apenas essa percepção pedagógica, como também indica que a melhor maneira de aprender pode não ser em blocos de tempo regulares, mas em intervalos de treinos. 

Para chegar a esta conclusão, ele monitorou lesmas do mar Aplysia californica durante a fuga de predadores, registrando as respostas comportamentais e averiguando o melhor desempenho. Kandel descobriu que a criação de estratégias pode oferecer à memória a estrutura molecular como da maitotoxin (toxina extremamente potente) ou de um ideograma chinês. O estudo foi publicado no periódico on-line Nature Neuroscience. O pesquisador, que partilhou o Prêmio Nobel em 2000 por sua pesquisa sobre os processos bioquímicos subjacentes da memória, garante que não pretende estimular o lançamento de uma nova geração de jogos de treinamento cerebral, mas desenvolver formas mais eficientes de aprendizagem.

Em outro estudo, o neurobiólogo John H. Byrne, ex-aluno de Kandel, coordenador do departamento de neurobiologia e anatomia da Escola de Medicina da Universidade do Texas em Houston, traz novas contribuições ao método original desenvolvido no laboratório de Kandel. Trata-se de uma técnica que consiste em infligir eletrochoques na cauda das lesmas em intervalos regulares para observar quais animais reagem exageradamente a partir da segunda aplicação, o que indica que se recordaram da primeira estimulação elétrica.

Byrne e sua equipe se concentraram em determinar se as reações químicas desse processo poderiam ser ajustadas de forma a melhorar a aprendizagem. Os pesquisadores aplicaram cinco pulsos de neurotransmissores de serotonina aos sensores neurais motores das lesmas, a cada 20 minutos. Esse procedimento levou duas enzimas neuronais a ativar proteínas chamadas fatores de transcrição, que impulsionam os genes, iniciando a produção de novas proteínas que favorecem o disparo de neurônios.

Ao usar um protocolo de sincronização padrão, os pesquisadores verificaram que elas não atingem o pico de ativação dentro de uma célula nervosa ao mesmo tempo – um indício de que a maneira usual de realizar tarefas em intervalos regulares pode não ser o melhor caminho. 

Depois, a equipe de Byrne implantou em um computador 10 mil modelos de variação de intervalos entre os pulsos para tentar coordenar a ativação de enzimas e maximizar sua interação. O padrão temporal comum não foi o constatado, mas uma série irregular de dois pulsos de serotonina emitidos a cada 10 minutos, depois em 5 e por fim em meia hora. Neste padrão, a interação entre as duas enzimas aumentou em 50 %. 

“O padrão de tempo encontrado pode ser devido à adaptação das lesmas para escapar de predadores ou evitar uma descarga elétrica. Estudar cálculo, por exemplo, pode ser um pouco diferente”, diz Byrne. Entretanto, há evidências de que o processo de aprendizagem opera de forma mais eficiente em modelos temporais alternados. Os cientistas esperam que os mesmos resultados possam ser aplicados em seres humanos em situações que exijam esforço intelectual.


Homossexualidade na rede


Historicamente, em geral, homens e mulheres mantiveram seus anseios homoeróticos em segredo, o que lhes dava a sensação de serem únicos e viverem o fardo de um desejo secreto sem ter com quem compartilhar temores e sofrimentos. Alijadas do espaço público, sexualidades marginalizadas foram se restringindo a locais de encontros e espaços reduzidos das grandes cidades, restando pouca ou nenhuma opção para a maioria dos homo-orientados que viviam – e ainda vivem – em cidades médias, pequenas, na zona rural ou mesmo na periferia das metrópoles. A despeito das polêmicas e imprecisões, esses territórios foram chamados, inicialmente, de guetos.

Segundo os antropólogos Júlio Assis Simões e Isadora Lins França, nos anos 90, no Brasil, o gueto – ou “meio” – começou a dar lugar a um circuito comercial complexo e geograficamente amplo. A partir de 1997, a internet comercial iniciou o processo de expansão no Brasil, transferindo, ampliando e até mesmo recriando o espaço para a socialização de sexualidades dissidentes. A rede ampliou códigos do universo lésbico e gay metropolitano (sobretudo de São Paulo e do Rio de Janeiro) para o resto do país e o inseriu no circuito internacional. 

Hoje, a internet parece ter tomado o lugar dos antigos guetos urbanos e se tornado passagem quase obrigatória para homossexuais no processo de autodescoberta, em seus contatos sexuais ou amorosos e na criação de redes de apoio. Afirmações como “sou fora do meio” ou “procuro alguém fora do meio (como eu)” são recorrentes nos anúncios sexuais, na apresentação em bate-papos on-line ou mesmo nos perfis de redes de relacionamento e reafirmam a perspectiva de que os pontos de encontro de culturas sexuais não hegemônicas seriam marginais, perigosos e, sobretudo, denunciariam uma identidade “socialmente perseguida”. Um olhar mais atento sobre essas autoapresentações revela também que a rede é tida como forma de socialização “limpa”, capaz de manter a crença de que a vida social é (ou deveria permanecer) heterossexual.

A necessidade de encontrar alguém para falar de seu desejo – seja para criar uma relação amorosa ou fazer amigos, seja simplesmente para compartilhar dores – converte a internet no mais novo meio de controle da sexualidade.  Ao colocar o sexo em palavras, a rede se distancia das “regras” que marcavam o antigo “meio”, ou seja, o silêncio sobre o que se fazia. Mas que não se imagine tratarse de um avanço, pois a web, ao trazer o sexo ao discurso, faz também com que os internautas ampliem o papel da sexualidade em sua vida e na própria forma como se compreendem. 

No primeiro volume de sua História da sexualidade, o filósofo e historiador francês Michel Foucault (1926-1984) explorou em detalhes o fenômeno histórico que trouxe a sexualidade para o discurso desde a técnica cristã da confissão até a psicanálise. Segundo ele, o dispositivo histórico da sexualidade se caracteriza pela inserção do sexo em formas de regulação baseadas em uma rede de discursos. No presente, não seria exagero afirmar que a internet é um dos meios sociais de controle sexual.

Entrar na web para falar do próprio desejo constitui um exercício subjetivo que pode reforçar a impressão de que tudo não passa de “sexualidade”, pensamento reconfortante para homens que são incentivados desde a infância a separar amor de sexo. O reconforto dessa divisão estaria na aceitação de sua vida amorosa se fosse construída como heterossexual (e quiçá reprodutiva) no espaço público da vida familiar e do trabalho e como homo-orientada apenas em segredo, desvinculada da afetividade ou do compromisso duradouro.

domingo, 4 de março de 2012

Acadêmicos defendem morte de bebês depois do nascimento


A publicação de um artigo controverso a favor da morte de bebês após o nascimento colocou os nomes dos acadêmicos Francesca Minerva e Alberto Giubilini em evidência mundial.
Os dois assinam o texto na revista médica "British Medical Journal". Nele, defendem que os médicos deveriam ter o direito de matar recém-nascidos não desejados pelas mães ou que apresentassem algum problema de saúde.
A reação foi imediata. Francesca, que é pesquisadora associada à Universidade Oxford e desenvolve seus estudos no Centro para Bioética Humana da Universidade Monash, em Melbourne (Austrália), recebeu ameaças de morte desde que o artigo veio à tona, assinado em coautoria com Alberto Giubilini, do
Departamento de Filosofia da Universidade de Milão (Itália).
O artigo é intitulado "After-Birth Abortion: Why Should the Baby Live?" ("Aborto Pós-Nascimento: Por que o Bebê Deve Viver?", em tradução livre).
A morte de um feto e de um recém-nascido, defendem os autores do artigo, se justifica por eles "serem certamente seres humanos e pessoas em potencial", mas nenhum é uma "pessoa" no sentido de ter o "direito moral à vida."
Segundo o texto, não há diferenças entre matar um bebê que acabou de nascer e a prática do aborto.
A dupla diz ainda que os pais deveriam ter a opção de escolher se querem seu bebê morto, citando como exemplo que somente 64% dos casos de síndrome de Down na Europa são diagnosticados em testes de pré-natal.
Uma vez que essa criança nasça, não há "escolha para os pais a não ser mantê-la", escreveram.
Depois das ameaças de morte e mensagens raivosas, Francesca deu uma entrevista a um site. Ela disse que o assunto é "puramente acadêmico, uma discussão teórica" e não uma proposta de lei, e gostaria de explicar isso.

sábado, 3 de março de 2012

PRIAPISMO


O que é?
É uma ereção persistente (mais de 4 horas), freqüentemente dolorosa, desencadeada ou não pela atividade sexual. O nome priapismo vem da mitologia grega na qual Príapo, filho de Afrodite, era conhecido pelo seu falo longo e ereto. É uma emergência urológica!
A sua ocorrencia é baixa: 1,5 casos por 100000 habitantes por ano. Em homens acima dos 40 anos, a incidência aumenta para 2,9 por 100000 habitantes por ano.
Como se desenvolve?
O priapismo pode ocorrer em qualquer idade. Na adolescência está muitas vezes associado à doenças do sangue, como a leucemia e anemia falciforme. Nas demais idades, geralmente é idiopática (sem causa específica). Nos idosos pode estar associada a neoplasias. Vários fatores estão relacionados como possíveis causadores de priapismo: abuso de álcool ou drogas, traumas genitais, doenças inflamatórias. A causa idiopática (desconhecida) é a mais freqüente. A utilização de drogas injetadas diretamente no pênis (no corpo cavernoso) a fim de provocar ereções tem aumentado a freqüência de priapismos. Dentre essas drogas, a que causa mais priapismo é a papaverina.
O que se sente?
O paciente queixa-se de uma ereção que não regride e é acompanhada geralmente de dor.
Como o médico faz o diagnóstico?
O diagnóstico é simples baseado na história do paciente. Ao exame físico, nota-se uma ereção do pênis sem a participação da glande ("cabeça" do pênis) e dos corpos esponjosos (tecido que envolve a uretra). Logo, se trata de uma ereção dos corpos cavernosos exclusivamente.
Como se trata?
Existem dois tipos de priapismo. O priapismo de baixo fluxo (venoclusivo), mais frequente. Está associado à diminuição do retorno venoso. É doloroso devido à má oxigenação do pênis. O outro tipo é o de alto fluxo (arterial), menos frequente. É indolor e geralmente causado por trauma peniano.
Através da análise do sangue coletado do pênis diretamente (gasometria dos corpos cavernosos) tem-se uma diretriz para o tratamento, que pode se constituir em: 
 
aspiração do corpo cavernoso (drenagem)
aspiração do corpo cavernoso com injeção de drogas vasoativas (vasoconstritores)
aspiração e lavagem do corpo cavernoso
tratamento cirúrgico (a fim de criar comunicações entre o corpo cavernoso e corpo esponjoso)
Nos casos em que não há resolução do priapismo ou que este permaneceu várias horas sem tratamento, ocorre a fibrose dos corpos cavernosos com comprometimento futuro das ereções. A única solução é a prótese peniana.
Como se previne?
Como na maioria das situações o priapismo é idiopático, fica difícil a prevenção. Os pacientes que usam drogas intracavernosas para promover a ereção devem ser alertados para o risco de priapismo. Se a ereção perdurar por mais de 2-3 horas após a aplicação da droga, um serviço de emergência ou um urologista deve ser procurado. Nos casos em que o priapismo é ocasionado por drogas via oral, estas deverão ser evitadas. Para pacientes com doenças sanguíneas, a hidratação, oxigenação, alcalinização, transfusões e outras alternativas mais específicas são necessárias.

CICLO SEXUAL MASCULINO


Apesar do processo biológico da Resposta Sexual Humana referente aos estímulos eróticos ser unitário, eles são constituídos por uma continuação de fases passíveis de divisão didática, ou seja, são resultado da coordenação e integração de diferentes componentes singulares e relativamente independentes. A inibição de algum deles compromete a vivência de uma sexualidade completa e leva a diferentes síndromes clínicas com diferentes tratamentos. Quando há uma insatisfação persistente ou recorrente em alguma dessas fases, chamamos de disfunção sexual.
Não há muito tempo, a resposta sexual era entendida de forma integral. Ela era um evento único, o que fazia com que, devido ao desconhecimento das diferenças entre as fases, não houvesse uma diferenciação entre as várias entidades clínicas. Os homens eram chamados de impotentes e as mulheres de frígidas. Conforme a resposta sexual foi sendo mapeada, por alguns estudiosos, pode-se separá-la em fases. O primeiro deles foi Ellis (1897) que se focou na fisiologia da questão sexual. Mesmo que já se percebesse na época a importância da atração para a origem e conservação do ato, salientou somente a continuidade de reações orgânicas. Dividiu o ato sexual em duas fases: tumescência (acúmulo crescente de energia, marcada pela congestão sanguínea no aparelho genital) e detumescência (descongestão vascular que acompanha a descarga orgástica.)
O segundo esquema foi elaborado por dois pesquisadores americanos, Masters e Johnson (1966) numa teoria formulada em um laboratório, onde era possível pesquisar cientificamente as modificações do corpo durante a atividade sexual. Contaram com o apoio de pessoas voluntárias, que permitiram o monitoramento das atividades sexuais através de um aparelho criado para detectar alterações de cor e temperatura corporais. Concluiram, então, um padrão de resposta sexual para homens e mulheres, que nomearam de Ciclo da Resposta Sexual Humana, composto por 4 fases distintas, dividindo a anterior tumescência de Ellis em excitação e platô e a detumescência em orgasmo e resolução. Tal modelo preconizava que tanto o estímulo interno (pensamentos e fantasias) quanto o externo (provocado pelos 5 sentidos) promoveria a excitação.
Mas, o modelo de Masters e Johnson apresentava algumas imperfeições por não considerar os aspectos mais particulares e subjetivos da resposta sexual. Foi assim que mais tarde, aprimorando tal idéia, a psiquiatra Helen Kaplan, em 1979, complementou com uma terceira proposta, onde antecedendo à fase da excitação viria o desejo - importante para o desenrolar das fases posteriores e, com isso, propos um esquema trifásico:
No homem, a primeira resposta à estimulação sexual é a ereção peniana como resultado aos estímulos. Também ocorre o aumento da tensão muscular, dos batimentos cardíacos e da pressão sanguínea. Além disso, tal fase caracteriza-se pelo rubor sexual, aumento dos mamilos e por contrações musculares irregulares dos órgãos próximos aos genitais (bexiga, uretra e reto).
Desejo: Primeira fase do ciclo, onde os instintos são estimulados, mas não aparecem indícios orgânicos objetivos. É uma etapa subjetiva caracaterizada pela resposta sexual ao estímulo dos cinco sentidos e que incita a busca pela atividade sexual. Nos homens, a visão e o tato são de extrema importância no desencadear e no sustento do desejo sexual.
Excitação: A segunda fase do ciclo sexual caracteriza-se pelas respostas fisiológicas do corpo frente aos estímulos que dispararam anteriormente o desejo sexual. Há uma crescente excitação sexual, manifestada pelo binômio vasocongestão (aumento da quantidade de sangue acumulado em alguns órgãos do aparelho genital e extragenital) e miotonia (tensão muscular caracterizada pela crescente e involuntária contração das fibras musculares). Pode ser acelerada ou encurtada, prolongar-se por bastante tempo ou ser interrompida.
Orgasmo: Ocorre a liberação total das tensões anteriormente retidas, acompanhada de contrações musculares reflexas. Subjetivamente carateriza-se pela sensação de prazer sexual, perda da acuidade dos sentidos, sensação de desligamento do meio externo, seguida pela liberação, em poucos segundos, da vasocongestão e miotonia.
O orgasmo vêm acompanhado de uma contração muscular rítmica, com a emissão do esperma. Tal momento ocorre em duas fases. Na primeira, ocorre a saída do líquido seminal dos órgãos acessórios da reprodução (próstata, canal ejaculatório e vesícula seminal) em direção à uretra. Na segunda, há uma progressão do sêmen até o meato uretral (orifício na cabeça do pênis). A ejaculação, então, carateriza-se pela emissão do esperma através da uretra, devido a contração espasmódica de alguns músculos da região perineal.
Após a ejaculação, o homem fica resistente à nova estimulação sexual, sendo necessário um variável período de tempo para que nova ejaculação aconteça, ocorrendo o que chamamos de período refratário. Tal período é variável de homem para homem e aumenta conforme a idade do indivíduo. 

CICLO SEXUAL FEMININO


Apesar do processo biológico da Resposta Sexual Humana referente aos estímulos eróticos ser unitário, eles são constituídos por uma continuação de fases passíveis de divisão didática, ou seja, são resultado da coordenação e integração de diferentes componentes singulares e relativamente independentes. A inibição de algum deles compromete a vivência de uma sexualidade completa e leva a diferentes síndromes clínicas com diferentes tratamentos. Quando há uma insatisfação persistente ou recorrente em alguma dessas fases, chamamos de disfunção sexual.
Não há muito tempo, a resposta sexual era entendida de forma integral. Ela era um evento único, o que fazia com que, devido ao desconhecimento das diferenças entre as fases, não houvesse uma diferenciação entre as várias entidades clínicas. Os homens eram chamados de impotentes e as mulheres de frígidas. Conforme a resposta sexual foi sendo mapeada, por alguns estudiosos, pode-se separá-la em fases. O primeiro deles foi Ellis (1897) que se focou na fisiologia da questão sexual. Mesmo que já se percebesse na época a importância da atração para a origem e conservação do ato, salientou somente a continuidade de reações orgânicas.
Dividiu o ato sexual em duas fases: tumescência (acúmulo crescente de energia, marcada pela congestão sanguínea no aparelho genital) e detumescência (descongestão vascular que acompanha a descarga orgástica.) O segundo esquema foi elaborado por dois pesquisadores americanos, Masters e Johnson (1966) numa teoria formulada em um laboratório onde era possível pesquisar cientificamente as modificações do corpo durante a atividade sexual. Contaram com o apoio de pessoas voluntárias que permitiram o monitoramento das atividades sexuais através de um aparelho criado para detectar alterações de cor e temperatura corporais.
Concluíram então um padrão de resposta sexual para homens e mulheres, que nomearam de Ciclo da Resposta Sexual Humana composto por 4 fases distintas, dividindo a anterior tumescência de Ellis em excitação e platô e a detumescência em orgasmo e resolução. Tal modelo preconizava que tanto o estímulo interno (pensamentos e fantasias) quanto externo (provocado pelos 5 sentidos) promoveria a excitação.
Mas o modelo de Masters e Johnson apresentava algumas imperfeições por não considerar os aspectos mais particulares e subjetivos da resposta sexual. Foi assim que mais tarde, aprimorando tal idéia, a psiquiatra Helen Kaplan, em 1979, complementou com uma terceira proposta, onde antecedendo à fase da excitação viria o desejo - importante para o desenrolar das fases posteriores e com isso propôs um esquema trifásico:
Desejo:
Primeira fase do ciclo, onde os instintos são estimulados, mas não aparecem indícios orgânicos objetivos. É uma etapa subjetiva caracterizada pela resposta sexual ao estímulo dos cinco sentidos e que incita a busca pela atividade sexual. Nas mulheres, o olfato e o tato são atores principais no aumento do desejo sexual.
Excitação:
A segunda fase do ciclo sexual caracteriza-se pelas respostas fisiológicas do corpo frente aos estímulos que dispararam anteriormente o desejo sexual. Há uma crescente excitação sexual, manifestada pelo binômio vaso congestão (aumento da quantidade de sangue acumulado em alguns órgãos do aparelho genital e extragenital) e miotonia (tensão muscular caracterizada pela crescente e involuntária contração das fibras musculares). Pode ser acelerada ou encurtada, prolongar-se por bastante tempo ou ser interrompida.
Nas mulheres tal fase é caracterizada pelo início da produção de uma secreção responsável pela lubrificação vaginal, um ligeiro aumento clitoriano, ampliação do útero e início da sua elevação, aumentando sua capacidade de acomodar o pênis. Também se manifesta nos seios que sofrem um pequeno aumento em seu tamanho e nos mamilos que se tornam eretos. Há um aumento da freqüência cardíaca e respiratória, assim como da pressão sanguínea. Ocorre o rubor sexual (a pele fica avermelhada), clitóris e pequenos lábios aumentam de tamanho, enquanto os grandes lábios se retraem deixando livre a entrada da vagina.
Orgasmo:
Ocorre a liberação total das tensões anteriormente retidas, acompanhada de contrações musculares reflexas. Subjetivamente carateriza-se pela sensação de prazer sexual, perda da acuidade dos sentidos, sensação de desligamento do meio externo, seguida pela liberação, em poucos segundos, da vaso congestão e miotonia. O orgasmo feminino corresponde a contrações reflexas ritmadas dos músculos perivaginais e perineais que circundam a vagina. O útero também participa dessas contrações.
Diferentemente dos homens, as mulheres ao continuarem a serem estimuladas podem experimentar novo orgasmo. Mas não se pode esquecer que a sexualidade por mais que envolva um aspecto fisiológico, abrange outras dimensões que são mais subjetivas como a capacidade de entrega, de aceitação do outro, do relacionamento e de si.
Basson (2004) apresentou uma nova proposta para o ciclo de resposta sexual feminino. Ela destacou o valor da intimidade como motivação para o sexo, afirmando que muitas mulheres dão início ao ato sem que estejam interessadas ou entusiasmadas, mas buscam o carinho e aproximação física, antes de serem implicadas pelas sensações eróticas. Dessa forma foi proposto um modelo circular para o ciclo feminino em que a falta de desejo sexual espontâneo não revelaria uma disfunção sexual, excluindo muitas mulheres de categorias tidas como disfuncionais. 

AFRODISÍACOS


Magia ou Truque: a busca do elixir do amor
A procura por fórmulas mágicas para o incremento da vida sexual pode ser observada ao longo de toda a história da humanidade, principalmente nos livros eróticos do oriente - manuais chineses, hindus e árabes. Na mitologia grega, Afrodite (Vênus, no latim) filha de Zeus e Dione, encarna como a Deusa do amor e da beleza, intensamente atraente aos olhos dos mortais. De seu nome, nasce o termo afrodisíaco, referente àquele que tem atrativos ou àquele que desperta interesse sexual.
O que são afrodisíacos?
São agentes químicos ou odores que estimulam o desejo sexual e/ou que elevam a potência (masculina). Mais de mil substâncias contam para esta lista. Também acabam se incluindo neste termo os comportamentos, os objetos de vestuário e adornos que estimulam o apetite sexual e que mantêm ou prolongam a excitação.
Quais são os afrodisíacos?
Alimentos de origem animal ou vegetal que lembram em seu formato a aparência da genitália externa humana, como a ostra, o pepino, a banana, a rosa.
Substâncias que podem ter ou não algumas propriedades euforizantes ou tranqüilizantes, como o guaraná cerebral, a passiflora, o álcool, cannabis, cocaína, perfumes, incensos, entre outros.
Agentes químicos que influenciam a fisiologia sexual, geralmente provocando a ereção ou a mantendo, podendo aumentar a intensidade do desejo sexual em determinados indivíduos. É o caso da Yoimbina, do Sildenafil (Viagra) e do Trazodone, substâncias que normalmente requerem prescrição médica e acompanhamento de seu uso. Tais drogas podem determinar efeitos colaterais importantes, como sintomas cardiológicos e priapismo (ereção prolongada que se mantém sem estímulo sexual), entre outros. 
Desejo e excitação: qual a diferença?
É necessário enfatizar a diferença entre estes dois termos.
A função sexual humana só foi descrita na década de 60. Dois pesquisadores, Masters e Johnson, possuíam um laboratório experimental nos Estados Unidos, onde estudavam a fisiologia sexual, tendo entrevistado centenas de casais.
O chamado Ciclo da Resposta Sexual Humana descreve as três fases que compõem nossa sexualidade, quais sejam: desejo, excitação e orgasmo.
O desejo refere-se ao despertar do apetite e do interesse sexual.
A excitação refere-se às respostas do corpo a este estímulo, com ereção peniana nos homens e lubrificação vaginal nas mulheres.
O orgasmo é a última fase, é o pico de satisfação sexual, quando há contração involuntária da musculatura perineal.
Existem drogas que provocam excitação, mas que não influenciam diretamente o desejo sexual (viagra).
O que são feromônios?
Existem também os chamados feromônios, afrodisíacos naturais que quando produzidos e exalados pelos indivíduos no ambiente, provocam alteração de comportamento e da fisiologia em outros indivíduos, geralmente de mesma espécie.
É um tipo de comunicação química que, no reino animal, determina a seleção sexual entre as espécies.
Nos últimos anos têm-se descoberto remanescentes do órgão receptor de feromônios nos seres humanos. Talvez seja possível, num futuro próximo, determinar a escolha sexual pelo cheiro dos parceiros, aumentando ou diminuindo o desejo entre pares específicos. 
Polêmica entre ciência e tradição: o que se sabe?
O assunto ainda é polêmico. Não há evidências científicas significativas de que tais substâncias possam provocar ou não desejo sexual nos indivíduos, respeitando-se a variabilidade biológica de cada um. Espera-se que nesses próximos anos se descubra mais sobre tais elementos e sobre suas reais propriedades afrodisíacas.
Em um clima emocional que se estabelece ao redor dessas substâncias, um morango dado na boca, um incenso num quarto semi-escuro, um amendoim descascado a dois, por si só já pode incrementar o apetite sexual dos parceiros, não necessariamente sendo a substância envolvida a responsável pelo sucesso do casal.
Muitas substâncias ditas afrodisíacas são tóxicas, provocando até mesmo a morte de pessoas pelos seus efeitos cardiotóxicos. Deve-se ter cuidado com a utilização de determinados agentes, com a dose e com a sua procedência.
O apelo econômico da busca descontrolada do "elixir do amor" infelizmente tem trazido danos até mesmo ecológicos e éticos. Um exemplo são as "fazendas" chinesas de ursos que produzem bílis, substância utilizada para a fabricação de xampus, afrodisíacos e outros produtos milagrosos. Na tradição chinesa a bílis de urso é uma potente medicação para várias doenças. São dez mil animais enjaulados e cateterizados, que vivem por 15 anos com muita dor, praticamente sem movimento e na mesma posição para a extração de bílis. A bílis de urso não foi comprovada cientificamente como uma substância efetivamente afrodisíaca.
Um casal que busca um incremento na satisfação sexual tem várias opções afrodisíacas que não só o uso de substâncias.
O afrodisíaco maior está no querer bem o parceiro, no ser atencioso e zeloso tanto sexualmente quanto na rotina diária, e também zeloso com a própria auto-estima. 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Nova matemática dos vigilantes do peso dificulta a subtração


Quando Janet Holwell entrou para os Vigilantes do Peso, há sete anos, ela perdeu vinte quilos em um ano, e considerou o popular plano comercial de perda de peso "milagroso".
"Sentia-me como se tivesse encontrado uma chave mágica, o segredo que me escapara todos esses anos", diz Holwell, que conseguiu manter o peso mais baixo continuando a aderir ao programa.
Mas a mágica desapareceu quando os Vigilantes do Peso revisou seu plano de emagrecimento há pouco mais de um ano. Sob o novo sistema, chamado Points Plus, Holwell não foi capaz de perder os dois quilos que ela adquiriu recentemente.
"Simplesmente não funciona para mim", diz Holwell, 61, consultora de pesquisas que frequenta semanalmente as reuniões dos Vigilantes no bairro nova-iorquino do Queens.
Milhões de pessoas no mundo pertencem à Weight Watchers International, classificada este ano como o melhor plano comercial de dieta pela revista norte-americana U.S. News & World Report, e mesmo não-membros o têm como fonte de orientação e recomendações. Ela é mais conhecida pelo seu sistema de pontos, que atribui valores específicos a diferentes alimentos e permite a cada membro uma quota diária. Em seus encontros de grupo semanais, a alimentação saudável e o exercício são enfatizados, sem que se privilegiem os resultados relâmpago.
A última versão do plano de emagrecimento, chamada Points Plus, pretende conduzir as pessoas em direção a opções alimentares mais saudáveis, encorajando-as a comerem mais frutas frescas através da atribuição de pontos zero, assim como já acontecia com a maioria dos legumes e verduras. Mas muitos membros antigos, que estavam familiarizados ao plano antigo _ como Holwell _ têm reclamado de uma perda de peso mais lenta sob essa versão mais atual do plano.

Supercontinente se formará no Ártico, predizem geólogos


Há muito tempo os geólogos preveem que no futuro ocorrerá a união e a fusão das Américas do Norte e Sul com a Ásia, formando um supercontinente, da mesma forma que a antiga Pangea _ antecessora das grandes massas de terra atuais, separadas há aproximadamente 200 milhões de anos.
No passado, pesquisadores haviam estimado que o novo continente, frequentemente chamado de Amásia, se formaria ou no mesmo local que a antiga Pangea, fechando o oceano Atlântico próximo à África atual, ou a 180 graus, do outro lado do mundo. Contudo, um novo estudo prediz que a Amásia se formará sobre o Oceano Ártico.
"A fusão das Américas do Norte e do Sul fechará o mar do Caribe e encontrará a Eurásia onde hoje fica o polo Norte", afirmou Ross Nelson Mitchell, geólogo da Universidade de Yale que trabalhou no estudo como parte de sua pesquisa de doutorado.
Mitchell e seus colegas da universidade, que analisaram a teoria na revista Nature, modelaram o movimento dos supercontinentes do passado usando dados paleomagnéticos, que consistem na medição das forças existentes entre as rochas terrestres.
Uma vez reunido, o supercontinente sofre rotações para a frente e para trás ao redor de um eixo fixo sobre a linha do equador, afirmou Mitchell _ movimento denominado deriva polar verdadeira. Usando esses dados, os pesquisadores determinaram o centro de cada um dos supercontinentes do passado: Pangea, Rodínia e Nuna. Havia um padrão claro. Em cada caso, os centros dos supercontinentes estavam separados por 90 graus.

Triagem universal do colesterol infantil causa polêmica entre médicos


Relatório de Síntese do Painel de Peritos em Orientações Integradas de Saúde Cardiovascular e Redução de Risco em Crianças e Adolescentes não tem um título particularmente marcante, mas é uma leitura surpreendentemente acessível e interessante.
Por um lado, ele é bem escrito, especialmente considerando que ele é um relatório científico e conjunto de diretrizes clínicas. Por outro, o relatório, publicado no final de 2011 no periódico Pediatrics, aborda uma questão ao mesmo tempo básica e profunda: o que sabemos sobre como um coração de criança se torna um coração adulto?
Para examinar essa questão, o painel, convocado pelo Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue, analisou numerosos trabalhos de pesquisa e sugeriu novas diretrizes clínicas para monitorar _ e melhorar _ a saúde cardiovascular na infância.
Uma recomendação em particular, porém, tem sido objeto de muita controvérsia dentro da profissão pediátrica: que os pediatras verifiquem o colesterol de todas as crianças, fazendo um exame de sangue em todas que tiverem de 9 a 11 anos. Até agora, somente as crianças consideradas de alto risco quanto a problemas de colesterol eram submetidas a exames rotineiramente.
Dois comentários importantes sobre o tema foram publicados pelo periódico The Journal of the American Medical Association. Em dezembro, o Dr. Bruce M. Psaty e o Dr. Frederick P. Rivara, da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, argumentaram que a triagem universal pode levar as crianças a serem colocadas sob regimes de medicação, como a administração de estatinas, que não são justificados pelas evidências médicas.
Em janeiro, o Dr. Stephen R. Daniels, diretor de pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade do Colorado e presidente do painel de diretrizes, e o Dr. Matthew W. Gillman, diretor do programa de prevenção da obesidade do departamento de medicina preventiva da Faculdade de Medicina de Harvard, que também trabalhou no painel, publicou uma resposta intitulada "Is Universal Pediatric Lipid Screening Justified?" ("A triagem universal lipídica pediátrica se justifica?").

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Menstruar ou não menstruar?

Eis uma questão nebulosa para grande parcela das mulheres. 
Conheça as vantagens e desvantagens das regras mensais

Para começo de conversa, esqueça o conceito de nossas avós de que sangrar periodicamente desintoxica o corpo. A menstruação nada mais é que a eliminação do endométrio, a camada que reveste a parede interna do útero. Quando o óvulo não é fecundado, ele se desprende e acaba rompendo vasos sanguíneos — e é só isso. Não é de hoje que alguns médicos defendem a interrupção total desse processo. "É uma maneira de acabar com a TPM e proteger a mulher contra a anemia", endossa o ginecologista Elsimar Coutinho, de Salvador, na Bahia, um dos primeiros a sugerir o fim da menstruação. Mas há quem acredite que ela seja um bom reflexo de como anda o organismo. "Menstruar faz parte da fisiologia da mulher", afirma o ginecologista paulistano Rogério Ramires. "Se não há distúrbios menstruais que mereçam a indicação de interrupção, não vejo por que prescrevê-la", acrescenta. Entre as mulheres, as opiniões também divergem. Há uma tendência a abandonar as regras principalmente entre as que deixam de realizar alguma atividade rotineira por causa dos sintomas do período menstrual. "A menstruação está deixando de ser um símbolo de feminilidade", observa a psiquiatra Carmita Abdo. Ainda assim, vale notar, a maioria da ala feminina não abre mão dela.

CONTRACEPTIVOS

Cada vez melhores
Há várias opções para a mulher evitar uma gravidez fora dos planos. Mas o que garante a eficácia de qualquer método é um único critério: saber se ele é o mais adequado a você.

Saiba tudo aqui: http://saude.abril.com.br/especiais/contraceptivos/contraceptivos-cada-vez-melhores.shtml

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

NAVEGANDO POR LONDRES


A história de Londres está diretamente ligada ao rio Tamisa. Invasores alcançaram a cidade pelo rio há mais de dois mil anos, moradores se abrigaram no leito do Tamisa durante o Grande Incêndio no século 17 e até uma baleia ficou encalhada por lá há alguns anos, só para citar alguns exemplos. Mas com a correria do dia-a-dia, a maioria dos moradores da capital londrina certamente não dá a atenção devida ao famoso rio.

Há, porém, milhares de pessoas que fazem parte de uma exceção. Circular a caminho do trabalho ou simplesmente entre diferentes regiões da cidade pode ser bem fácil e confortável dentro de um barco. Grande parte das jornadas são feitas sem o tumulto ou o empurra-empurra característicos dos ônibus, trens e metrôs. Além disso, quem decide usar o barco como meio de locomoção pode apreciar belas paisagens que não podem ser vistas se você está circulando de metrô, por exemplo.


 

Opções de rota
Ligando o leste ao centro de Londres existem doze diferentes paradas. Os horários ainda são regulados pela frequência dos passageiros, mas em geral há barcos saindo a cada 20 minutos. Woolwich Arsenal é ponto final no lado leste da cidade e Waterloo é a última parada no centro de Londres. No lado oeste existe um serviço menos extenso, mas que também está interligado com o centro. São apenas seis paradas entre Putney Pier e Blackfriars, com saídas a cada 30 minutos, em média.

Para quem quer fazer o percurso como forma de lazer, durante os fins de semana há o mesmo serviço, mas com horários diferentes. Uma opção pode ser estender o passeio até Hampton Court, no extremo oeste da cidade, com paradas em Kew Gardens e Richmond. São cerca de duas horas de passeio, uma oportunidade e tanto de apreciar a paisagem londrina. 
Por enquanto, o Oyster card ainda não está interligado ao sistema, mas a Transport for London, que administra o transporte da cidade, informa em seu site que os portadores de travel card têm 33% de desconto na maioria das rotas. As tarifas são calculadas de acordo com o trajeto a ser percorrido, podendo variar de £2.50 a £6.50.

Carnaval em Londres


Para quem não passa sem folia, a programação pra lá de diversificada do Guanabara começa em 16 de fevereiro, quinta-feira, numa noite de samba-rock e carnaval, com Adriano Trindade e banda, seguidos pelo DJ Moishe.
Na sexta, 17, o grito de carnaval será dado com a bateria do Ritmos da Cidade e os DJs Moishe e Limão continuam a festa até as 4h da manhã. No sábado, 18, a Escola de Samba Paraíso comanda a festa com sua possante bateria e dançarinos. Dia 19, domingo, o Guanabara ataca com o Forrónaval, leia-se Zeu Azevedo & Forródaki numa noite de carnaval que também vai até as 4h da manhã. Segunda, dia 20, é a noite do tradicional carnaval carioca, com muitas marchinhas e música ao vivo com o grupo Minibloco. Na terça, 21, é a vez do carnaval baiano, com a banda Tribo, liderada por Marcos Santana, da Timbalada, e a cantora Elisângela Da Bahia, um prato cheio para quem gosta de Claudias, Danielas, Ivetes e Margaretes. Os sobreviventes podem ainda se esbaldar na Ressaca do Carnaval, que acontece na quarta-feira, 22 de fevereiro, com uma roda de samba no meio da pista, animada pelo grupo Soh Quem Eh.
• Guanabara: Parker Street, esquina com Drury Lane, WC2B 5PW. Tel.: 020 7242 8600. Detalhes no site www.guanabara.co.uk


O Empório São Paulo também vai celebrar o carnaval. A programação inclui o Grito de Carnaval na quinta-feira, 16 de fevereiro, na sexta-feira, 17, haverá baile de máscaras Brazil meets Venice, e no sábado, 18, todos devem ir de verde e amarelo para cair na farra. Os ingressos custam £15 e incluem canapés e salgadinhos. 
• 197 New Kings Road, SW6 4SR. www.emporiosaopaulo.co.uk

Kensington Gardens

Conheça um pouco mais desses jardins que ficam dentro do Hyde Park.

Conhecido como um dos parques reais de Londres, o Kensington Gardens era originalmente parte do Hyde Park e foi comprado em 1689 pelo rei William III. Como sofria de asma, o rei gostou do ar puro e da tranquilidade da região para se estabelecer, incumbindo o famoso arquiteto Christopher Wren a construir o Palácio de Kensington. Após a construção, toda a família real mudou-se para o local. A rainha Anne transferiu 30 acres do Hyde Park, aumentando o tamanho dos jardins e o local se tornou popular para banhos de sol e picnics, quando o tempo permitia, claro. 
As atrações do Kensington Gardens incluem o lago Serpentine, o Italian Gardens, o Albert Memorial, um tributo ao marido da rainha Victoria, que nasceu e morou o Palácio de Kensington até ser coroada, em 1837; a famosa estátua de Peter Pan (esculpida pelo artista George Frampton e doada pelo criador de Peter Pan, J.M. Barrie em 1912) e um playground construído em homenagem a princesa Diana. O playground é visitado por cerca de 750 mil pessoas por ano e tem entre suas atrações, um grande navio pirata de madeira. Em janeiro, o espaço abre das 10h às 15h45 e em fevereiro, das 10h às 16h45 (os horários variam nos outros meses). 
A atmosfera tranquila do local, que não sedia shows musicais, exceto algumas apresentações pontuais de grupos de tocadores de gaita de fole, fez com que vários filmes fossem rodados no parque, como "Finding Neverland" (2004), "Bridget Jones: No Limite da Razão" (2004) e "Wimbledon" (2004).
As estações de metrô mais próximas do Kensington Gardens são Bayswater, Lancaster Gate e Queensway.